01-09-2020 Marlene Sousa Imprimir PDF     Print    Print

Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro prepara um plano de retoma

O Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro inicia as aulas presenciais a 17 de setembro. Quase dois mil alunos (1943 estudantes), duzentos professores e 60 funcionários são o universo deste agrupamento de escolas. Só a Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro tem 1362 estudantes.

Em relação à início do ano letivo, a diretora do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro, Maria Céu Santos, afirma que “estão a trabalhar para receber os alunos com condições de segurança e regras”.
“A preparação do início do ano letivo, assenta numa estratégia baseada na articulação entre os profissionais da área da educação e da saúde”, refere a responsável, sublinhando que “existe um plano de retoma das atividades letivas, segundo as orientações da saúde e do ministério da educação, em que a 7 de setembro chegará mais informação, nomeadamente à cerca do funcionamento da educação física, devido aos balneários”.
“A máscara vai ser o material escolar mais importante, a partir do 2º ciclo, porque sem ela ficam impedidos de entrar na escola”, alertou Maria Céu Santos.
Vão entregar no início do ano cerca de 2 mil kits, com três máscaras laváveis, que servirão para o primeiro período de aulas, uma vez que “cada máscara pode ser lavada 25 vezes”.
O sistema de aulas por turnos, não vai acontecer no Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro. As aulas do 1º ciclo vão se manter no horário habitual: entre as 9h e as 16h, com extensão das atividades de enriquecimento curricular (facultativas) até às 17h30. Ou seja, as orientações que foram enviadas pelo Governo aos diretores apontam para o chamado regime de aulas “a tempo inteiro”.
Para os anos de escolaridade seguintes, do 5º ano ao secundário, onde o Ministério dá permissão para que as escolas se organizem da maneira que entendam, permitindo nestes casos o modelo de turnos. Segundo a diretora do AERBP, “é impossível a escola funcional por turnos porque a carga horária de cada ano (5º ao secundário) é superior a um turno, ou seja, não cabem no turno da manhã ou da tarde, ocupam sempre a outra parte do dia”. O que vamos tentar fazer, é que não estejam todos os alunos ao mesmo tempo na escola. Vamos tentar fazer um esquema zig zag, de maneira que uns estejam mais de manhã e uns mais de tarde, uns dias umas turmas, e outros dias outras turmas, contrabalançando assim, de forma que os 1362 estudantes não estejam todos na escola sede ao mesmo tempo”, explicou.
O horário de entrada e saída mantém-se o do ano anterior. Portanto as escolas começam às 8h30 e terminam às 18h20. “O que pode acontecer é que uns terem mais aulas de manhã e outros mais à tarde e vice-versa”, adiantou.
O objetivo é a criação de circuitos de circulação e a limitação de permanência de alunos em espaços como o bar da escola. “O espaço do bar, será ampliado e vamos também arranjar áreas exteriores para os jovens não estarem todo em grupo e separar consoante as turmas”, contou, a responsável. O intuito é que haja o menor contacto possível com pessoas de diferentes turmas.
“Vamos tentar que os horários dos intervalos sejam desencontrados. Umas turmas poderão interromper a aula mais cedo, de forma que não haja um aglomerado muito grande de alunos no bar e exterior”, acrescentou. Cada turma poderá ter o máximo de 28 alunos.
Não está previsto autorizações especiais para ausências de alunos e de professores que não seja de atestado médico.
O refeitório deverá funcionar através do serviço takeaway, mas quem quiser comer na cantina poderá fazê-lo, porque é “grande e vão aumentar a distância entre as mesas com lugares marcados, onde se podem sentar e onde não podem”.
“O objetivo é funcionar com todos os cuidados, mas de uma forma mais próxima da normalidade possível”, sublinhou Maria Céu Santos.
E porque as medidas de higiene são tão importantes nos tempos que correm, vai ser reforçada. Haverá dispensadores de gel à porta das salas e à entrada. Estão no processo de adquirir máquinas de limpeza a vapor que são mais eficientes no combate aos vírus.
A diretor lembrou que em junho quando as aulas presenciais funcionaram para o ensino secundário não houve “qualquer caso de transmissão na escola o que nos leva a afirmar que é um lugar seguro”.
Pede a colaboração dos encarregados de educação para que em casa tenham também todos os cuidados no contexto da pandemia. “Ao mínimo sintoma dos pais ou estudantes fiquem em casa”, manifestou.

Escola de referência

Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, a diretora do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro, disse que tiveram que recusar muitos alunos, sobretudo no décimo ano, dos cursos profissionais. Na área de Ciências e Tecnologias, recusaram a matrícula de 22 alunos, e em línguas e humanidades indeferiram 13 por não ter capacidade de vaga.
“Tivemos que fazer uma seriação muito cuidadosa, com base na lei, porque estabelece prioridades de seleção, algumas que considero injustas, uma vez que tivemos que recusar alunos da Escola de Santa Catarina que faz parte deste agrupamento, por não ter vaga aqui na escola sede”, explicou. Para Maria do Céu Santos, foi doloroso, mas “tiveram que seguir as prioridades”.
“Sentimos que somos uma escola de referência, não só no concelho das Caldas, mas de outros concelhos, com alunos a pedirem transferência para a Rafael Bordalo Pinheiro”, apontou.
Os alunos de outras localidades que tiveram vaga, foi devido a estarem enquadrados nas primeiras prioridades, como por exemplo, “necessidades educativas específicas, beneficiários da ação social (escalão A-B), irmãos ou outras crianças e jovens, que comprovadamente pertençam ao mesmo agregado familiar, nos termos previstos no n.º 4 do artigo 2.º, já matriculados no estabelecimento de educação e de ensino pretendido, entre outros”.
“Muitas pessoas não sabem que beneficiários da ação social têm prioridade, até dos alunos que vivem aqui ao lado, ou cujos encarregados de educação trabalham aqui perto”, informou a responsável.

60 funcionários não docentes vão ser geridos pela autarquia

A diretora do AERBP participou na reunião de que decorreu na passada semana com o presidente da Câmara e vice-presidente, sobre a transferência de competências da educação da administração central para a autarquia.
Maria do Céu Santos lembrou que o responsável da manutenção do edifício da Escola Secundaria Rafael Bordalo Pinheiro é do Parque Escolar, portanto não vai passar para a autarquia.
No entanto, existe as outras escolas do agrupamento, que a manutenção passará para a responsabilidade do município das Caldas.
Cerca de 60 funcionários não docentes do AERBP irão passar a ser geridos pela autarquia das Caldas já este ano letivo, caso a Câmara não consiga um novo adiamento (último foi indeferido).

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