20-05-2020 Marlene Sousa Imprimir PDF     Print    Print

400 alunos da Bordalo Pinheiro regressaram às aulas

As aulas presenciais de cerca de 400 alunos do 11º e do 12º, bem como os alunos do ensino profissional que vão fazer exame nacional, do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro (AERBP), iniciaram a 18 de maio, com obrigatoriedade do uso de máscara, que foi fornecida pela escola, revelou a diretora, Maria do Céu Santos. A lecionar as aulas presenciais estão 24 professores.

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Alunos com novas regras no regresso às aulas
A responsável pelo AERBP explicou que, tendo em conta a “qualidade” das instalações da escola sede, que são amplas e o número de salas disponíveis é elevado, “temos condições para que as aulas decorram todas entre as 9h30 e as 17h30”.
Ao entrarem nas instalações, deverão levar máscara e “se não trouxerem ser-lhes-á fornecida uma” e deverão desinfetar as mãos e pés (tapete). “Num circuito definido dirigem-se à sala onde permanecerão, no seu lugar, até ao final de todas as aulas. Qualquer saída da sala deverá ser acompanhada por um assistente operacional, que acompanhará a pessoa e garantirá que esta procede à desinfeção das mãos e não se deslocará pela escola”.
A diretora salienta que cada turma que terá o “máximo de 15 alunos” e usará “sempre a mesma sala”, e cada aluno vai sentar-se sempre no mesmo lugar. Os lugares cumprem o afastamento aconselhado.
Na preparação para o reinício das aulas presenciais, Maria do Céu Santos, declarou ao JORNAL DAS CALDAS que só respirou de alívio “depois de contactar os 24 docentes individualmente via telefone e verificou que estavam em condições para dar as aulas”. “O meu medo era não ter todos os docentes devido a problemas de saúde ou outras razões válidas, porque nesta altura impossível fazer novas contratações porque não há professores na bolsa”, explicou.
Uma medida essencial que ajudou a diretora a reorganizar os horários de alunos e professores sem a necessidade de contratar mais docentes.
“O que pretendemos é que os alunos entrem e vão diretos às salas e no fim destas vão diretos para casa”. Com todas estas medidas, a diretora mostra-se convicta de que “tudo decorrerá com segurança”.
Cada disciplina fará metade da componente letiva (três horas) presencial na escola com o professor e a outra componente letiva (três horas) em casa online. “As três horas presenciais são para a explicação da matéria e para alguma dúvida e as três horas de online são para a vertente mais autónoma, como correção dos exercícios e outras dúvidas”, indicou.
Segundo a diretora do agrupamento, a maior parte das disciplinas já tem o seu programa praticamente concluído e de 18 de maio até 26 de junho as aulas pretendem preparar os alunos para os exames nacionais.
Dos cursos profissionais têm aulas presenciais os alunos que vão fazer exame nacional e são integrados nessas turmas de preparação.
Também há alguns alunos dos cursos profissionais de Design de Moda e Mecatrónica Automóvel que vão ter aulas práticas. “São dois cursos onde os professores têm tido dificuldade em fazer a área técnica, sobretudo do 3º ano, que têm que ter este ano tudo concluído”, contou.
No caso do 2º ano as aulas foram reformuladas, dando prioridade online às aulas à parte teórica e depois no próximo ano letivo serão feitas aulas mais práticas.
Quanto aos estágios, alguns estudantes vão recomeçar, nomeadamente os de Mecatrónica Automóvel, que vão voltar às empresas. No caso dos estágios de turismo, foram cancelados.
As Provas de Aptidão Profissional (PAP) vão ser realizadas online e presencialmente as que tiverem temáticas que assim exijam.

Balanço positivo de aulas à distância

Para o ensino à distância os professores foram obrigados a reformular os métodos de ensino e as plataformas digitais, como o Google Classroom, passaram a ser as novas salas de aula desde que as escolas encerraram, a 16 de março.
O balanço das aulas em formato digital tem sido positivo no AERBP. “Com o esforço acrescido dos docentes, estudantes e encarregados de educação as aulas continuam a decorrer online face à situação atual em que nos encontramos”, garantiu Maria do Céu Santos.
A responsável realçou ainda a forma imediata com que os estudantes e docentes se adaptaram a uma nova realidade de ensino, não pondo em causa o normal funcionamento das atividades letivas.
“Tenho um feedback dos encarregados de educação muito bom da forma como os estudantes estão a trabalhar em casa, muitos surpresos com a autonomia das crianças e dos exercícios que fazem”, apontou.
Contudo, admitiu alguma preocupação quando verificou que 150 alunos não tinham computador e internet. Por isso, “a escola, professores, o patrocínio de uma empresa e a autarquia das Caldas” uniram esforços para colmatar esse fosso, através da doação de equipamentos tecnológicos para os estudantes.
“Conseguimos equipamento para a maioria que não tinha, no entanto, para aqueles alunos na primária que não sabem utilizar o computador, acautelámos com a abertura de uma escola uma vez por semana onde os encarregados de educação vão buscar e entregar os exercícios (fichas e trabalhos) em papel.
No entanto, a responsável revelou que a Câmara entregou mais tablets, mas antes de passarem o equipamento aos alunos vão dar formação online.

Aluna de Design de Moda cria máscaras originais

A aluna Márcia Caetano, que frequenta o curso profissional de Técnico de Design de Moda na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, terminou o seu estágio, tendo confecionado 100 máscaras de proteção individual que estão agora a ser utilizadas pelos estudantes que regressaram à escola.
Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS a jovem disse que o ateliê de costura “Retoques”, situada nas Galerias Sotto Mayor, onde estava a estagiar”, teve de encerrar devido à pandemia do coronavírus. “Das 600 horas obrigatórias, faltava-me 100 e surgiu a oportunidade de eu terminar o estágio na escola, onde fiz máscaras de proteção individual criativas”, relatou a aluna. O estabelecimento de ensino cedeu o material.
Márcia Caetano iniciou as aulas para se preparar para o exame de geometria descritiva que vai fazer para tentar ingressar na Universidade de Arquitetura de Lisboa. Apesar do receio por causa da Covid-19, está confiante e considera que a escola está preparada para receber os alunos em segurança.
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