16-11-2020 Mariana Martinho Imprimir PDF     Print    Print

Candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP fez viagem

“A modernização da Linha do Oeste é um investimento absolutamente essencial”

O candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP, João Ferreira, esteve na passada quarta-feira nas Caldas da Rainha, após uma viagem pela Linha do Oeste, para sinalizar que “a modernização é um investimento absolutamente essencial para garantir o direito destas populações à sua mobilidade e para garantir um melhor ambiente, consagrados na constituição, e que poderiam ser já hoje uma realidade se este investimento tivesse sido feito há mais tempo”.

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O candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP chegou de comboio
Numa ação de pré-campanha eleitoral, o candidato, que já por várias vezes esteve nas Caldas da Rainha a defender a modernização da Linha do Oeste, foi recebido por cerca de quatro dezenas de apoiantes, e por alguns utentes da Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste (CPDLO), que informaram da atual situação da linha e dos “saltos gigantes dados, no sentido de concretizar o anseio de todos em defesa da Linha do Oeste, que passa pela sua modernização e eletrificação, e ainda pela aquisição de novas composições para a linha”.
De acordo com o porta-voz da CPDLO e membro do executivo da direção regional do PCP, José Rui Raposo, “neste curto espaço de tempo, a luta em defesa da linha não parou e estamos agora numa fase muito importante”, através da concretização de vários passos, como o lançamento da obra do primeiro troço entre Meleças e Torres Vedras, e a assinatura da consignação da obra ao consórcio que ganhou o concurso. Face a isso, “não há nada que impeça que o estaleiro seja montado e que a obra comece a ser concretizada”.
Além disso recordou o lançamento do concurso para a modernização e eletrificação da linha para o segundo troço, entre Torres Vedras e Caldas da Rainha, a consignação do concurso de aquisição de 22 novas composições, entre as quais “aquelas que passarão a circular a partir dos finais de 2023 e princípios de 2024 na Linha do Oeste”, e ainda a concretização da eletrificação e modernização da linha, no troço entre Caldas da Rainha e Louriçal, que está contemplado no Programa Nacional de Investimentos.
Apesar destes avanços, o porta-voz da CPDLO sublinhou que “temos de continuar vigilantes e a exigir que as obras se concretizem dentro dos prazos que estão estabelecidos”. “Não basta fazer as obras e ter novas composições. É preciso que haja passageiros e isso ganha-se com políticas comerciais, horários que correspondam às necessidades das populações, preços concorrenciais com o transporte privado coletivo de passageiros, tempos de percurso fazendo concorrência ao transporte rodoviário, estações com comodidades e guarnecidas de pessoal, e informação dada ao minuto”, referiu José Rui Raposo, adiantando que “só assim teremos uma Linha do Oeste a funcionar” e a ser “um importante instrumento de reforço da Rede Ferroviária Nacional”.
A comissão sublinhou que “não acabou aqui a nossa luta, continuamos com a nossa palavra de ordem de defesa da Linha do Oeste”.

“Elemento de desenvolvimento regional”

Após ouvir o porta-voz da comissão, o eurodeputado do PCP começou por recordar a última vez, que esteve nas Caldas da Rainha para fazer uma viagem na linha, mas “esse comboio como tantos outros foi suprimido sem aviso”. Essa situação, segundo João Ferreira, “não se verificou hoje, em que conseguimos fazer a viagem, e isso só pode ser um bom sinal de que a luta dá frutos”.
Para o candidato do PCP, “a modernização e requalificação da linha é um elemento essencial, em primeiro lugar para a afirmação de uma rede ferroviária nacional que sirva efetivamente os interesses e as necessidades do país, como também para o desenvolvimento económico e social desta região e dos distritos que a linha percorre”. “Uma linha modernizada e eletrificada, que crie outras e melhores condições de transporte para passageiros e mercadorias é uma linha que está a estimular também o desenvolvimento económico e social destes concelhos”, sublinhou João Ferreira.
Além disso é essencial para garantir o direito das populações à mobilidade, bem como “uma forma concreta de ajudar a melhorar o ambiente e a combater as alterações climáticas”. Face a isso, a “modernização desta linha é uma exigência cuja concretização faz todo o sentido, além de ser uma luta antiga das populações”.
Para João Ferreira, “este domínio também exige uma outra sensibilidade, atenção e intervenção por parte daquele que ocupa a mais alta magistratura do estado”.
No encontro, que decorreu em frente à estação, o candidato do PCP aproveitou para deixar algumas críticas à “ação governativa”, sobretudo ao Presidente da República, incluindo nesta apreciação “não apenas o atual [Marcelo Rebelo de Sousa], mas também anteriores presidentes”, e ainda defendeu de “alguém que exerce as funções de Presidente da República uma atitude de proximidade, que convém que seja genuína”, de modo, a contribuir para a resolução dos problemas e anseios das populações.
“Não chega demonstrar proximidade quando estão acesos os holofotes da comunicação social”, afirmou, vincando ser “necessário mostrar essa proximidade mesmo quando esses holofotes lá não estão”.
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