06-11-2019 Mariana Martinho Imprimir PDF     Print    Print

Bailarina caldense apresenta obra “P.S. Carmen” no CCC

A bailarina caldense Margarida Belo Costa regressa passados sete anos ao palco do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, no próximo sábado, pelas 21h30, com o seu novo projeto, “P.S. Carmen”. Esta “nova obra coreográfica”, que estreou há um ano, no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, consiste numa “interpretação criativa” sobre a narrativa da Ópera de Bizet "Carmen", na qual também participa outra jovem caldense, Joana Subtil, que em colaboração com Mafalda Matos e António Neto criou toda a cenografia para este espetáculo.

Projeto “P.S Carmen” (foto Miguel Estima)
Esta produção surgiu através de um convite da diretora da Companhia de Dança de Almada, Maria Franco, que propôs à jovem que coreografasse um "clássico" da história, para estrear no âmbito da 26ª Quinzena de Dança de Almada - International Dance Festival.
“Tendo como ponto de partida a ópera "Carmen", de Georges Bizet (1838-1875), e seguindo o seu enredo, a “P.S. Carmen” é uma peça de dança contemporânea que transpõe para cena a vivência de uma mulher com a qual nos podemos identificar, independentemente do género”, referiu a jovem, adiantando que esta também é uma “desconstrução do mistério, da sedução, do poder, da materialidade e da obsessão, e ainda uma visão sobre a fêmea que não esconde os seus instintos, que captura as suas presas, mas que também é seduzida no engano, sofrendo o reverso da medalha”. “São várias as questões que se apropriam deste ser contemporâneo, deste corpo feminino, protegido e vítima da sua beleza hipnotizante”, sublinhou.
Nesta obra, “não vamos ver uma Carmen, mas sim sete e o público será conduzido pela ordem cronológica da peça original, mas a forma como é contada a história é completamente diferente e contemporânea”. Em palco estará a bailarina e outros bailarinos da Companhia de Dança de Almada.
Para a jovem, “este regressar a casa significa poder partilhar de novo o meu trabalho com o público da região, e como criadora é muito importante demonstrar a evolução artística, pois as nossas inspirações ganham outras formas, novos conceitos emergem e novas equipas se constroem. É fundamental descentralizar a arte, pois este espetáculo é para todos”.
Além de criadora, Margarida Belo tem estado envolvida em inúmeros projetos com várias companhias de dança contemporânea, e lecionado regularmente em cursos e workshops. Paralelamente a este espetáculo, a jovem já tem outros projetos em mente, como “um aqui nas Caldas da Rainha em parceria com a Escola Vocacional de Dança de Caldas da Rainha”.
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