04-12-2018 Economia, Política, Lusa, Torres Vedras Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Câmara de Peniche com orçamento de 25,5 milhões de euros para 2019

Peniche, Leiria, 04 dez (Lusa)- A Câmara de Peniche, no distrito de Leiria, vai contar com 25,5 milhões de euros para 2019, de acordo com o orçamento aprovado na sexta-feira pela Assembleia Municipal, a que a Lusa teve hoje acesso.

Com um investimento de 6,6 milhões de euros, o orçamento tem cabimentadas, entre outras, verbas para a construção, em curso, do Centro Escolar da Atouguia da Baleia (2,1 milhões de euros), para a requalificação de bairros sociais (331 mil euros) e respetivas zonas envolventes (825 mil euros), para a reabilitação do Forte da Consolação (688 mil) e para a nova biblioteca municipal, que vai nascer no edifício da central elétrica e se encontra em obras (868 mil euros).

As receitas previsionais dos impostos diretos sobem de 5,5 para 6,3 milhões de euros, apesar de o município manter em 0,325% a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (o mínimo é 0,3% e o máximo 0,45%) e em 5% a arrecadação máxima de IRS.

O aumento destas receitas é influenciado, sobretudo, pelo Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis, que passa de 817 mil euros para 1,4 milhões de euros face à dinâmica do mercado imobiliário.

Do lado da despesa, estão previstos aumentos (de 6,5 para 7,5 milhões de euros) nos gastos com pessoal.

O orçamento foi aprovado, por maioria, com dez votos a favor, nove contra e seis abstenções.

O PSD, que se dividiu entre votos contra e abstenções, criticou, pela voz de Sofia Barradas, o executivo liderado pelo independente Henrique Bertino de “falta de estratégia” e mostrou-se “apreensivo com o aumento da despesa com pessoal”, considerando que “pode limitar a ação da câmara no futuro”.

O PS, que votou contra, fez os mesmos reparos, com Henrique Estrelinha a alertar que as contratações em demasia superam qualquer aumento desta rubrica antes da ‘troika’, quando o país esteve sujeito a assistência financeira.

A CDU, que se absteve, pediu, através de Jorge Amador, equilíbrio na contratação de mais trabalhadores, apesar de reconhecer que aqueles faltam em vários serviços, e apontou que prioridades como a educação “não transparecem neste orçamento”.

O presidente da câmara, Henrique Bertino, explicou que, “em 2011, o município tinha 521 funcionários e hoje são 390, dos quais 117 têm mais de 55 anos”, justificando a necessidade de resolver os problemas com a falta de pessoal e de reorganizar serviços, por um lado, e de encontrar soluções para futuras aposentações, por outro.

O autarca relembrou que as despesas com pessoal eram de 7,2 milhões de euros em 2010, quando a autarquia tinha 510 trabalhadores.

O Grupo Cidadãos Eleitores por Peniche, concelho com cerca de 28 mil habitantes, ganhou as eleições autárquicas de 2017 à CDU, sem conseguir maioria na câmara, nem na Assembleia Municipal.

 

FYC // SR

Lusa/Fim

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