17-05-2018 Imprimir PDF     Print    Print

Centro Hospitalar do Oeste com novo estatuto

Foi aprovado em Conselho de Ministros, no dia 10 de maio, o decreto-lei que integra o Centro Hospitalar do Oeste (CHO) no sector empresarial do Estado como Entidade Pública Empresarial (EPE). O CHO é composto por três unidades hospitalares, nas Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras, servindo cerca de 300 mil utentes.

Esta alteração de estatuto jurídico-organizacional do CHO, que deixa de estar integrado no Setor Público Administrativo (SPA) “proporcionará uma maior flexibilização da gestão daquelas três unidades hospitalares, numa perspectiva integrada e de complementaridade, potenciando a optimização dos seus recursos e permitindo uma maior autonomia ao nível dos procedimentos contratuais, designadamente de admissão de profissionais de saúde, contribuindo decisivamente para a melhoria da prestação de cuidados de saúde às populações por aquele abrangidas”.
A decisão do Conselho de Ministros terá agora que ser promulgada pelo Presidente da República e publicada em Diário da República, altura em que será nomeado um novo conselho de administração.
Em comunicado, o Partido Socialista das Caldas da Rainha congratula-se pela aprovação, comentando que “um hospital que se queira competente não pode continuar com precários ao seu serviço.
A passagem a EPE do CHO “contribuirá não só para resolver o problema dos precários, como ajudará significativamente na contratação de mais profissionais de saúde. Cerca de 60% dos médicos que trabalham nas urgências do hospital das Caldas são subcontratados, não dispondo o centro hospitalar de um quadro clínico que permita assegurar tranquilamente e com os seus próprios recursos, o funcionamento das urgências”, manifestou.
“Idêntico problema é sentido com outras classes profissionais como a de enfermagem, agravado com a saída de número significativo destes profissionais para as administrações regionais de saúde na sequência de concurso público concluído em finais do ano passado, comprometendo o normal funcionamento de alguns serviços como o caso do de obstetrícia”, afirmou o PS.
“Acreditamos, após os anos de desinvestimento nos serviços público de saúde, que é possível reconstruir o capital de esperança para o nosso CHO”, rematou.
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