17-04-2017 Cultura, Sociedade, Educação, Política, Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Diretora-geral do Património propõe diversificação para contrariar pressão turística

Lisboa, 17 abr (Lusa) – A diretora-geral do Património Cultural, Paula Silva, defendeu a diversificação da oferta, através da criação de itinerários e roteiros, para combater a concentração de turistas em determinados monumentos.

A responsável afastou a hipótese de existir uma pressão turística em Portugal como a que existe “noutros locais da Europa, como por exemplo Veneza e Barcelona”.

“Nós não chegámos aí, mas podemos aprender com os outros casos e outras situações, o que é uma vantagem”, disse.

Paula Silva, há um ano e três meses à frente da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), em entrevista à agência Lusa, defendeu a criação de itinerários alternativos que levem os turistas a visitar outros locais.

“Há pressão turística em Lisboa e no Porto, mas as pessoas que forem a Évora, Beja, Estremoz, Guimarães, Braga, a Vila Real, Bragança, são bem-vindas, pois não há turismo ou há pouco turismo”, afirmou.

“Nós [DGPC] e os municípios temos de diversificar a oferta [de património a visitar], para que o turismo se espalhe, é necessário que eles venham pois é importante para a economia nacional, mas por exemplo, de Belém fazê-los subir até ao Museu Nacional de Etnologia [no Restelo], ou até ao Palácio Nacional da Ajuda. Há turismo na mesma, mas em sítios onde era menos expectável que eles pudessem vir”, disse Paula Silva.

“A questão dos hotéis deve seguir a mesma lógica”, disse, defendendo hotéis na zona da Ajuda em Lisboa, “e se calhar não são precisos mais hotéis na Baixa”.

Paula Silva referiu que Barcelona recebe cerca de 32 milhões “e em Lisboa ainda não se atingiram os quatro milhões”.

No Porto, a ideia, sugeriu Paula Silva, poderá ser “levar os turistas a visitar a zona da Foz, que é fantástica, e dotá-la de conteúdos culturais, que neste momento não tem”.

A responsável defendeu a criação “de itinerários turísticos, que façam com que as pessoas que vão a Fátima, por exemplo, vão visitar outro património, os Mosteiros de Alcobaça e Batalha, por exemplo, criar roteiros que façam com que as pessoas vão pelo interior do país”, sem que haja “essa pressão concentrada em determinadas regiões”.

Relativamente aos turistas, segundo paula Silva, notou-se um aumento de turistas franceses “que sabem o que procuram, e são mais interessados em conteúdos culturais”, e daí ter decidido introduzir o francês como terceira língua, ao lado do português e do inglês, na informação sobre os conteúdos do monumentos e museus.

 

NL // TDI

Lusa/Fim

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