27-09-2018 Cultura, Lusa, Óbidos Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Doze exposições marcam arranque do Folio - Festival Literário Internacional de Óbidos

Óbidos, Leiria, 27 set (Lusa) – Doze exposições abriram hoje em Óbidos, assinalando o arranque do Folio – Festival Literário Internacional, no âmbito do qual o público poderá visitar mostras que homenageiam escritores nacionais e estrangeiros, mas também a criatividade de artistas locais.

Na sua quarta edição, o Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos aposta, segundo o presidente da Câmara de Óbidos, Humberto Marques, “na internacionalização”, por um lado, mas também “no envolvimento das comunidades locais” no evento que hoje arrancou, com a inauguração de 12 das 13 exposições integradas no programa.

No que toca a mostras internacionais, o destaque vai para “Hilda Hilst – Fotografias de Fernando Lemos”, proveniente do Brasil, e para “Palabra de Honor – Retratos a Lápis dos Poetas da coleção”, cedida pelo Instituto Cervantes, de Espanha.

A primeira, patente no Museu Municipal, reúne 16 fotografias da escritora aos 29 anos, pouco depois da chegada do artista português a São Paulo.

As imagens resultam de uma sessão fotográfica realizada no Bairro de Santa Cecília, onde o fotógrafo se estabeleceu em 1953, quando deixou Portugal, dominado pela ditadura de Salazar.

O ensaio fotográfico com a ficcionista, cronista, dramaturga e poetisa brasileira Hilda Hilst, homenageada este ano na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), no Brasil, esteve patente nesta cidade brasileira, em julho, durante o certame, e foi acompanhada da edição de um livro, com textos de Augusto Massi.

A segunda exposição, visitável na Casa da Música, mostra 20 retratos a lápis da autoria do pintor e designer gráfico Juan Vida, nascido em Granada (Espanha), e que expõe em Óbidos a sua visão dos poetas publicados pela editora Visor Poesia, na coleção “Palavra de Honra”.

As homenagens a escritores em exposições do Folio fazem-se também em português, através da objetiva de Alfredo Cunha, autor da exposição de fotografia “Retratos de escritores: 1970 – 2018”.

A mostra, integrada na programação da Editora Tinta-da-China (pelo segundo ano com um espaço próprio no Folio) é composta por 30 retratos de escritores dos quais “apenas três (Mia Couto, José Eduardo Agualusa e Ruben Fonseca) não são portugueses, e apenas um (Jorge Luis Borges) não escreve em português”, explicou a editora Barbara Bulhosa.

Esta exposição, segundo a mesma responsável, “homenageia os melhores escritores fotografados por Alfredo Cunha”, numa seleção de 30 das 500 fotografias de vultos da cultura que fazem parte do livro que irá ser publicado pela Tinta-da-China.

A língua está também em foco nas três exposições patentes na Casa José Saramago, integradas na coletiva da European Union Cultural Network (EUNIC). São elas “O potencial económico da língua portuguesa“ (Portugal), “Breviário Mediterrânico” (Croácia) e “A língua Polaca” (Polónia).

No que respeita ao envolvimento da comunidade, no que toca a exposições, é visível a aposta em duas mostras de alunos da Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha.

Nos antigos armazéns da EPAC está patente uma seleção de trabalhos realizados por alunos finalistas dos cursos de licenciatura e mestrado em Artes Plásticas. No Centro de Design de Interiores (CDI), o espaço é ocupado por trabalhos dos alunos da licenciatura em Design de Produto Cerâmica e Vidro, da mesma escola.

Em simultâneo, está patente na Biblioteca Municipal de Óbidos “Depois do Folio – Livro livre 2017”, elaborado pelos alunos do Complexo Escolar do Furadouro, do Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos.

A arte volta também nesta edição à Capela de S. Martinho, onde pode ser vista “Abaeté”, uma vídeo-instalação de Cláudia Dowek e, porque a programação do Folio, tradicionalmente, invade as ruas da vila, é nelas que podem ser apreciadas as ilustrações de Nuno Saraiva, que compõem a mostra “Moléstias, Embustes e Pontinhos Amantes”.

Por inaugurar ficou apenas a PIM – Mostra de Ilustração para Imaginar o Mundo, que abrirá portas no sábado, dia 29, na Galeria Nova Ogiva, coincidindo com a entra do Prémio Nacional de Ilustração.

Dividido em cinco capítulos (Autores, Folia, Educa, Ilustra e Boémia) o festival decorre entre hoje e o dia 07 de outubro, proporcionando 831 horas de programação que envolverão 554 participantes diretos, entre autores, pensadores, artistas e criativos que participarão nas 26 mesas de escritores, 25 concertos e 13 exposições que compõem o programa, com mais de 185 atividades.

 

DYA // MAG

Lusa/Fim

Fonte: VIP - Oeste Global - Jornal Oeste Online / Lusa - © Direitos Reservados (conteúdo exclusivo protegido por contrato)
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