15-02-2021 Rui Calisto Imprimir PDF     Print    Print

Escaparate

Escaparate

A reciclagem é um tema que merece grande atenção, e deve ser alvo de muita discussão nos concelhos do Oeste. A maioria da população, infelizmente, ainda não compreendeu a necessidade da separação do lixo.

Reciclar significa dar vida nova a algo, sendo um processo que permite a preservação dos recursos naturais, contribuindo para a proteção do meio ambiente. E o que isso importa? Permite oferecer, por exemplo, às gerações futuras, uma qualidade de vida muito melhor do que aquela que temos.
Respeitar o meio ambiente é reverenciar toda a população. É uma questão de educação, de civismo e de amor-próprio, um assunto linear, porém, complexo, se for analisado através dessas três óticas.
Para onde vai o lixo que produzimos? 78,2% é depositado em aterro sanitário, um absurdo. Para começar, de facto, a resolver o problema, todos os concelhos oestinos deveriam investir maciçamente na instalação de Ilhas Ecológicas, bem como, realizar diversas sessões de conscientização (através das Juntas de Freguesia), explicando aos cidadãos quais os benefícios da Reciclagem. Essas Ilhas permitirão a retirada de centenas de contentores de lixo sujo, promovendo, não só o necessário primeiro passo da Reciclagem, mas, também, uma melhor circulação de peões na via pública.
As Ilhas Ecológicas possuem uma durabilidade incomparavelmente maior do que os contentores tradicionais, exigindo, inclusive, uma conservação mais simplificada, ou seja, menos dinheiro público (nosso) a ser gasto.
A redução do consumo de matérias-primas, a poupança na energia elétrica, a melhoria na qualidade do ar e da água, a diminuição da emissão de gases do efeito estufa, estes são alguns, dos muitos, benefícios de uma bem-feita Reciclagem.
A Agência Portuguesa do Ambiente é uma excelente referência da boa prática na Administração Pública.
O Oeste poderia, com um pouco de estratégia no campo de ação ambiental, oferecer melhor qualidade de vida aos seus munícipes, para isso, o trabalho deve ser global, e não regional. Com todos os concelhos, unidos para o bem comum, com o propósito de desdobrar e guiar uma gestão integrada e transmitida das políticas ambientais e de crescimento sustentável, de modo estruturado com as restantes políticas nos mais diversos setores governativos, inclusive com a inclusão de entidades públicas e privadas (que possuam o mesmo objetivo), tendo como meta um altíssimo patamar de preservação e valorização do ambiente.
Se o contributo concelhio para o desenvolvimento sustentável de toda a região Oeste for assente em nobres paradigmas de amparo e enaltecimento dos processos ecológicos, com certeza, a qualidade de vida de todos os cidadãos, nossos descendentes, será soberba.
É necessário pensar no próximo, no que trata ao ambiente, deixando de lado o egoísmo de muitos, que recusam-se a trabalhar pela melhoria da pegada ecológica, só pelo simples facto de que não serão eles a retirar proveitos futuros.
São inúmeros os programas internacionais, de alta tecnologia, com foco nas Ilhas Ecológicas, e que permitem uma melhor compreensão de todo o processo que deve ser desenvolvido e a elas adaptado, respeitando a hierarquia de resíduos, e que permitem a cada concelho aumentar a taxa de reciclagem e perceber como se conseguirá lidar com os milhares de toneladas produzidos a cada ano.
Reciclar ainda é, e o será por muito tempo, um dos principais caminhos para conseguir melhorar a qualidade de vida de cada cidadão. Haja disposição e bom senso.

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