12-06-2014 Francisco Gomes Imprimir PDF     Print    Print

Ex-militares ponderam criar Partido dos Antigos Combatentes

Um movimento de combatentes no Ultramar admite avançar para a constituição de um novo partido em Portugal. O Partido dos Antigos Combatentes (PAC) poderá ser a forma encontrada para verem satisfeitas reivindicações que dizem estarem a ser ignoradas pelo Estado. Em assembleia-geral no Caldas Internacional Hotel, nas Caldas da Rainha, no passado dia 24, o Movimento Cívico de Antigos Combatentes (MCAC), com ex-militares que estiveram nas colónias portuguesas aprovou uma recomendação à Assembleia da República no sentido de responder com rapidez à pretensão de apoio médico e social, e de ser definido o estatuto dos antigos combatentes. Se não houver resposta avançar-se-á para a criação de um partido.

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Joaquim Coelho, à direita, revelou que pode ser constituído um partido
“Os combatentes mostraram alguma impaciência pelas demoras em resolver essas questões. Se não tivermos representação na Assembleia da República os problemas dos antigos combatentes nunca serão resolvidos. Hoje existem só praticamente dois terços dos que estiveram em África. Os governantes estão à espera que vão morrendo e nada seja feito”, manifestou Joaquim Coelho, presidente do MCAC.
“Estamos agora numa campanha de que não vamos dar tréguas e estes assuntos têm de ser resolvidos e com muita urgência, senão caminharemos mesmo para a constituição do PAC. Não serão só antigos combatentes, mas teremos pessoas com capacidade para levar para a frente este plano”, avisou.
Outra preocupação deste movimento é o número de combatentes sem-abrigo. “Estamos em crer que neste altura nas ruas do país serão 2500. É muito dramático para nós e o Governo devia ter vergonha de ter situações destas no nosso território”, declarou Joaquim Coelho.
As dificuldades em receber apoio para combate ao stress pós-traumático são também denunciadas pelo movimento.
“Tenho diagnosticado medicamente stress pós-traumático, mas por questões de caráter administrativo não me é reconhecido. Não tinha condições para ser apoiado oficialmente porque tinha uma inserção social perfeita, uma família estabilizada e organizada, e um trabalho permanente e estável”, lamentou João Caldeira, do MCAC.

Francisco Gomes
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