03-05-2021 Francisco Vogado Imprimir PDF     Print    Print

Montepio Rainha D. Leonor

“Fazer o que se diz, dizer o que se faz”

No essencial – perante um choque inesperado e de contornos desconhecidos – o que tem sobressaído, na comunidade associativa, uma vez mais são as características endémicas dos caldenses, de bom senso, razoabilidade e realismo que contrastam com muito do que se lê no espaço publico e redes sociais, enquanto bolha mediática. E tudo isto a propósito das eleições para o Montepio Rainha D. Leonor (MRDL).

Francisco Vogado
Talvez valha a pena refletir sobre esta realidade e os motivos desta insensibilidade – a não massificação do uso das redes sociais entre todos, em especial de algumas gerações mais velhas – em contrapartida da manutenção das influências pessoais, pródiga nos mais velhos, bem como do julgamento do comportamento social e familiar, como as principais motivações e exemplos de vida, que são importantes e a reter.
O risco de duas listas concorrentes, contrariamente ao habitual em mais de 160 anos de mutualismo do MRDL, por ser uma atitude que na sua génese é um direito democrático de todos os associados, deve ser levado muito a sério e obrigar a olhar atenta e cuidadosamente as mensagens e as pessoas que a compõem, pois no limite, teremos sempre algo a aprender.
Aquilo que pode ser entendido por uma disrupção do “status quo” da prática democrática, pode ser simultaneamente um exercício de introspeção dos atuais órgãos sociais, incluindo da própria administração, porque vai obrigar a ser-se mais pró-ativo face aos associados, aos utentes e à própria comunidade, onde está inserida.
Reconheçamos que o aparecimento desta 2ª lista, dificilmente teria nascido se todo o processo tivesse sido transparente por parte do órgão que promoveu o seu aparecimento, mas tendo sido aceite, vamos por ora, considerar esta disputa até final, segundo as exigentes regras da arte da sã convivência.
Sairemos deste processo eleitoral mais fortes, melhor preparados para a gestão do MRDL e mais argutos na defesa de futuras tentativas ditatoriais de qualquer elemento ou órgão social da instituição.
Hoje, graças a todas as peripécias por que temos passado, poderemos encarar o futuro com mais otimismo e determinação; os nossos avós, os nossos pais, nós próprios e inclusive os nossos filhos, agradecer-nos-ão termos cuidado bem do MRDL, pois terão desta forma velhices mais felizes e mais dignas.
O sucesso das decisões de hoje, das estratégias de desenvolvimento que decidirmos, do diálogo que encetarmos, porta a porta, serviço a serviço internamente com aqueles a quem servimos e também a capacidade empreendedora que dedicarmos em cada órgão em que participamos, trará objetivamente melhores serviços para todos, incluindo empregados, fornecedores, médicos, enfermeiros, etc. porque a dedicação à causa pública é sempre uma função prestigiante.
São anos, no caso do MRDL quase dois séculos, a trabalhar no mais completo silêncio da fraternidade, honrando grandes líderes visionários que nos esforçamos por seguir, sem nada reclamarmos em troca, orientados sobretudo pela paixão do que se faz e daqueles a quem servimos, na esperança que sejamos esquecidos, em prol de obras mais valiosas dos que nos sucederem.
Detratores houve, tal qual arquétipos da desgraça, que exagerando no que está mal, esquecendo os projetos de melhoria em curso, outros já acordados e planeados, representando investimentos no curto prazo de mais de um milhão de euros, esperando que os associados esqueçam tudo o que de bom o MRDL é, tem e lhes oferece, que esperamos caiam agora na realidade. A argumentação foi muitas vezes substituída por um primitivismo oratório básico, que só os mais inteligentes poderão ajudar a sarar, para em breve poderem anunciar com orgulho a vitória dos eleitos.
É bem possível que parte destes problemas, ou mal-entendidos também seja, da forma como nós percecionámos a realidade da instituição, mas as atuais eleições, a pandemia, o projeto do novo Hospital do Montepio Rainha D. Leonor, as potencialidades do mercado, vieram pôr em evidência uma nova forma de gestão, garantida pelo conjunto dos órgãos sociais, que compõem e concorrem pela lista A.
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