19-07-2018 Francisco Gomes Imprimir PDF     Print    Print

Instrutor de surf morto com golpe de faca

“O meu filho foi morto à traição. Quero que seja feita justiça”. Palavras de revolta de Dulce Costa, inconformada com o homicídio de Tiago Maurício Martins, de 35 anos, ao final da tarde do passado dia 10 numa zona de estacionamento próximo do forte da Praia de Paimogo, na Lourinhã. A vítima foi esfaqueada por um antigo colega de trabalho, de 31 anos, que levou o cadáver até ao hospital de Peniche e entregou-se de seguida na esquadra da PSP daquela cidade.

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A família da vítima está revoltada
“Ele tem de pagar pelo que fez. Espero que apodreça na prisão”, reclamava no dia seguinte, quando soube do crime, a mãe do falecido, que era instrutor de surf e residia em Sobral, Lourinhã, sendo mais conhecido por “Slater”, em alusão ao campeão de surf norte-americano com o mesmo nome.
“Quem o matou mandou-lhe uma mensagem para se encontrarem e o meu sobrinho foi de boa fé. Porque é que ele lhe deu uma facada no coração? E qual era a intenção dele se não fosse uma testemunha a ver tudo? Ele tinha metido o corpo na mala do carro e era para deixá-lo onde?”, interrogava Anália da Costa, tia da vítima.
O crime ocorreu cerca das 19h e foi presenciado por uma testemunha, que alertou a GNR da Lourinhã. Os militares deslocaram-se ao local e apreenderam a faca que terá sido usada para consumar o ato e que tinha sido deixada abandonada junto às arribas.
A Polícia Judiciária de Lisboa investiga o que motivou o desentendimento, que segundo a família da vítima poderá ter estar relacionado com o homicida alegadamente responsabilizar a vítima por ter sido despedido há algum tempo da empresa em que trabalhavam juntos.
O suspeito, também instrutor de surf, reside no Baleal, em Peniche, e está em prisão preventiva em Leiria, depois de ter sido presente a primeiro interrogatório judicial no dia 12.
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