24-07-2019 Francisco Gomes Imprimir PDF     Print    Print

Aparelhos que salvam vidas vão ser distribuídos pelo concelho

Foi implementada a primeira fase de um projeto que pretende dotar todo o território do município de Óbidos com uma rede de Desfibrilhadores Automáticos Externos (DAE), equipamento cuja utilização por pessoal não médico em qualquer local pode aumentar significativamente a probabilidade de sobrevivência das vítimas.

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Entrega da certificação aos operacionais de DAE no Complexo Escolar dos Arcos

Para já foram instalados cinco DAE em todos os agrupamentos escolares do município e nas piscinas municipais/pavilhão gimnodesportivo, e formadas duas dezenas e meia de funcionários ligados à comunidade escolar, sobretudo assistentes operacionais, que ficam habilitados a usarem este equipamento.

O objetivo é ultrapassar as mais de duas dezenas de equipamentos deste género implementados no concelho, com mais de uma centena e meia de operacionais de DAE no município.

A primeira fase do projeto teve um investimento superior a seis mil euros, ficando toda a comunidade escolar do município, desde o ensino básico ao secundário, coberta com um dispositivo de emergência.

“Provavelmente o município de Óbidos terá sido pioneiro nesta medida” ao aplicá-la a todos os anos de escolaridade, apontou Marco Martins, responsável da Proteção Civil de Óbidos e comandante dos bombeiros.

Os primeiros certificados e respetivos cartões de operacionais de DAE foram entregues aos colaboradores das escolas, piscinas municipais e pavilhão gimnodesportivo municipal, depois de terem recebido formação sobre como se deve manusear o DAE.

A morte súbita cardíaca é causada por uma arritmia cardíaca chamada fibrilhação ventricular, que impede o coração de bombear o sangue. O único tratamento eficaz para a fibrilhação é a desfibrilhação elétrica que consiste na administração de choques elétricos ao coração parado, possibilitando que o ritmo cardíaco volte ao normal.

Marco Martins sublinhou que “os agentes de socorro não têm capacidade de resposta para chegar a todas as ocorrências no menor curto espaço de tempo, daí que quanto mais formados e sensibilizados estiverem os cidadãos para fazerem esta manobra a diferença estará em poderem salvar mais vidas”.

José Pereira, vice-presidente da Câmara, anunciou que foi lançado o desafio para que “os professores possam também receber esta formação e assim as escolas ficarem mais protegidas”.

“Sinto-me apta para salvar vidas e dar resposta a qualquer problema que possa surgir nas escolas. Calculo que os pais se sintam mais confiantes ao terem pessoas certificadas para qualquer eventualidade que possa acontecer”, manifestou Elisabeth Rocha, uma das funcionárias escolares com certificação DAE.

Outra funcionária, Paula Capinha, comentou que “nunca fui confrontada com nenhuma situação que necessitasse mas é uma área bastante importante termos conhecimentos para podermos auxiliar, seja nas escolas seja na rua a outras pessoas”.

“Com uma população tão elevada de crianças é uma mais-valia ter o DAE e se tiver de usá-lo estarei disponível para colocar em prática toda a aprendizagem que recebi”, referiu Márcio Marques, funcionário do Complexo Escolar dos Arcos.

Já está em curso a segunda fase do projeto, que tem como objetivo a aquisição e implementação de DAE em todas as juntas de freguesia do concelho, em algumas associações e nas grandes superfícies comerciais.

A ideia é também colocar dois DAE no interior do castelo de Óbidos, na rua principal, para utilização de comerciantes e funcionários de estabelecimentos, formados para socorrerem turistas na rua antes da chegada dos bombeiros.

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