20-11-2019 Mariana Martinho Imprimir PDF     Print    Print

Caldense doou livros para a “nova biblioteca” do Bairro Azul

Mais de 1500 livros ligados à ficção mas também à arte contemporânea e moderna, curadoria, história de arte, poesia portuguesa, entre outros, são algumas das obras que estão disponíveis na nova biblioteca Carolina Rito, na sede da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Azul, que foi inaugurada na passada quarta-feira.

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Carolina Rito, doadora e responsável pelo projeto da biblioteca

Estes livros, em que “mais 50% pertencem ao espólio da mentora do projeto, Carolina Rito”, fazem parte dos interesses que a caldense foi tendo ao longo da vida e que agora “podem estar ao alcance de todos”. 


A nova biblioteca, que surgiu por sugestão da caldense, foi “imediatamente acolhida com muito entusiasmo” pela presidente da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Azul, Ana Cristina Hilário. “Sinto que é um favor que me estão a fazer e um bocadinho de mim que fica no bairro”, frisou Carolina Rito, adiantando que foi no Bairro Azul que “aprendi a escrever e a ler, mas também onde comecei e terminei de ler o meu primeiro livro”. 

Nesse sentido, é “muito interessante voltar ao bairro e voltar a ter oportunidade de poder deixar aqui estes livros, que já tiveram uma vida comigo, mas que agora vão ter uma vida com outras pessoas”. E isso é “muito bom”. 

A maioria dos livros foram colecionados de “uma forma um bocadinho organizada” entre os anos de 1999 e 2011. “É uma biblioteca sem sentido, que não teve um objetivo de ser coerente a um nível ou outro de uma área de especialidade, mas sim consoante os interesses que eu fui tendo ao longo da vida”, explicou Carolina Rito, adiantando que são obras ligadas à sua área de especialidade, nomeadamente arte contemporânea e moderna, catálogos de exposições, curadoria, história de arte, poesia portuguesa, enciclopédias e ainda uma secção dedicada a artistas. Conta igualmente com edições de livros descontinuados e muitas obras doadas por outros autores. 

Para a mentora do projeto, “a coisa boa dos livros é que não se gastam, portanto, podem sempre ser lidos e relidos. E isso era uma das coisas que eu gostaria que acontecesse neste espaço”, que estará estar disponível a todos, através de um empréstimo normal de livros. 

Como tal, “não hesitem em convidar pessoas para utilizar a biblioteca, nomeadamente os alunos da ESAD.CR, pois tem muitos catálogos de exposições internacionais mas também nacionais, e alguns livros que já não se produzem, portanto, seria ótimo saber que estavam ser utilizados por pessoas que também gostam de ler”. 

Apesar de estar a residir atualmente no Reino Unido, Carolina Rito vai continuar a contribuir para a biblioteca do Bairro Azul. Também aproveitou o momento para realçar todo o trabalho que a Associação de Moradores e Amigos do Bairro Azul tem feito, dando “uma nova vida ao bairro, depois de um período menos positivo”. 

Para a nova presidente da associação, Maria João Branco, “o objetivo é que esta biblioteca continue a crescer, de modo a que possamos inverter a tendência que as pessoas têm atualmente de não ler livros”. 

O ato de inauguração também contou com a participação de alguns alunos da Academia de Musica de Óbidos, a declamação de um fado falado por parte de São Portugal, a presença de alguns autores/escritores, bem como de representantes das entidades públicas locais.

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