07-10-2018 Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Incêndios: O maior incêndio de sempre na serra de Sintra foi há 52 anos e um mês

Lisboa, 07 out (Lusa) - O último grande incêndio que fustigou a serra de Sintra foi há 52 anos e ficou na memória pela devastação florestal e por ter provocado a morte de 25 militares.

O “grande fogo da serra de Sintra”, como ficou conhecido, começou na Quinta da Penha Longa a 06 de setembro de 1966 e adquiriu rapidamente grandes dimensões, favorecidas pelas elevadas temperaturas e constantes mudanças de vento forte.

Os 25 militares do Regimento de Artilharia Anti-Aérea Fixa de Queluz (RAAF) morreram quando tentavam combater as chamas que lavraram a serra entre os dias 06 e 12 de setembro de 1966, tendo o caso sido notícia em todo o mundo.

Há 52 anos e um mês, as chamas irromperam na Quinta da Penha Longa, alastrando à Quinta de Vale Flor, Lagoa Azul e Capuchos e, segundo um relato publicado na página online do jornal “Bombeiros de Portugal”, vários pontos de referência da vila de Sintra estiveram sob risco elevado, como foi o caso do Palácio de Seteais, Palácio de Monserrate e Parque da Pena.

A própria localidade de S. Pedro de Sintra chegou a correr perigo em 1966 e a presença, no ar, de corpos incandescentes, originou focos de incêndio noutros pontos do concelho – Albarraque, Cacém, Colares, Gouveia, Magoito, Mucifal, Pinhal da Nazaré, Praia Grande e Praia das Maçãs – obrigando à dispersão dos meios de combate.

Mais de 50 anos depois, as chamas voltaram em grande dimensão à serra de Sintra, obrigando à retirada de 300 pessoas do parque de campismo de Cascais e de 47 de várias localidades e provocando 18 feridos ligeiros, segundo a Proteção Civil.

Foram ainda retirados 70 animais do Clube D. Carlos e do Centro Hípico do Estoril, na Charneca, que foram levados para o hipódromo Manuel Possolo, em Cascais.

O incêndio deflagrou na noite de sábado, às 22:50, na zona da Peninha, serra de Sintra, tendo alastrado ao concelho de Cascais, num combate às chamas muito dificultado pelos ventos que chegaram a ter rajadas de 100 quilómetros por hora.

Às 10:45 de hoje estavam a combater o incêndio 753 operacionais com 223 meios terrestres e sete meios aéreos.

Foram também pedidos reforços dos três pelotões militares e houve um reforço de máquinas de rasto, que vão ser fundamentais para fazer os asseios à volta do perímetro do incêndio, salientou.

Doze horas depois do incêndio ter deflagrado a Proteção Civil anunciava na sua página na internet que o incêndio estava dominado.

GC/(HN) // PMC

Lusa/Fim

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