25-07-2020 Imprimir PDF     Print    Print

Oeste acolhe projeto-piloto de “região inteligente”

A primeira “região inteligente” do país vai ser criada na Comunidade Intermunicipal do Oeste (CIM Oeste), consistindo numa plataforma analítica através da qual será possível compreender a interação das pessoas, que vivem, trabalham ou visitam este território, com base nos dados do registo e utilização dos pontos de acesso Wi-Fi.

Será criada uma plataforma analítica através da qual será possível compreender a interação das pessoas, que vivem, trabalham ou visitam este território
Por exemplo, será possível conhecer o número e caraterísticas de pessoas em eventos e locais, distinguir entre visitantes novos e recorrentes, estabelecer horas de ponta, traçar padrões de deslocação, marcar pontos de interesse, permitindo disponibilizar uma aplicação que melhora a experiência de quem visita a comunidade intermunicipal tirando partido do cruzamento de dados.
A iniciativa, desenvolvida pela Nova Information Management School (Nova IMS), da Universidade Nova de Lisboa, e pela CIM Oeste, terá um investimento total de 999.843 euros, cofinanciados em 57% (569.410 euros) pelo Fundo Social Europeu.
O potencial de retorno económico é calculado em 533.000 euros em 2021 e 2022, considerando a automatização de processos, cuja informação é atualmente recolhida de forma manual, poupanças com a deslocação aos municípios para esclarecimento de questões, redução da despesa com custos médios de comunicações móveis, entre outros.
O projeto piloto arranca no território constituído pelos municípios de Alenquer, Alcobaça, Arruda dos Vinhos, Torres Vedras, Peniche, Nazaré, Caldas da Rainha, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço, Óbidos, Bombarral e Cadaval.
Terá a duração de dois anos, período após o qual a plataforma Smart Region ficará disponível para ser replicada em todo o território nacional, incluindo Madeira e Açores.
Miguel de Castro Neto, subdiretor da Nova IMS, sublinha que “as capacidades que a tecnologias oferecem hoje de capturarmos gigantescas quantidades de dados lança o desafio de serem criadas as capacidades analíticas para promover a sua conversão em informação e, assim, passarem a ter valor para os processos de tomada de decisão, para a criação de novos produtos e serviços e para uma cidadania mais ativa e participada”.
Para o especialista é “essencial dotar o território nacional e órgãos de soberania, locais, regionais e nacionais, de ferramentas que permitam uma tomada de decisão baseada em dados fidedignos”.
Pedro Folgado, presidente da CIM Oeste, adianta que “o processo de criação de redes de Wi-Fi público municipal gera a oportunidade de, pela primeira vez, os municípios serem os ‘donos’ dos dados necessários para o desenvolvimento do território”.
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