07-07-2020 Marlene Sousa Imprimir PDF     Print    Print

Previsão é de 100% de ocupação em agosto no Rio do Prado

A unidade hoteleira Rio do Prado, no concelho de Óbidos (Arelho), reabriu a 7 de maio, aproveitando as “caraterísticas naturais ao ar livre” do empreendimento, com vinte suítes, todas com acesso direto “pelo vasto jardim de 20 mil m2”, localizado a poucos quilómetros da Lagoa de Óbidos.

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O Rio do Prado atrai mercado interno com novas adaptações ao ar livre
Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, o empresário Telmo Faria, proprietário do Rio do Prado, disse que fizeram um “restart” muito cedo, abrindo “logo nos primeiros dias assim que terminou o Estado de Emergência”.
Para a reabertura da unidade hoteleira foram feitas várias adaptações, como a criação de um restaurante-pátio, à frente de cada suite, onde é possível tomar o pequeno-almoço, almoçar ou jantar em segurança. “Houve um grande investimento nos pequenos-almoços, com tudo individualizado, onde produzimos mais de 200 frascos diariamente de compotas, iogurte com granola, fruta, entre outras iguarias”, explicou.
As cestas do pequeno-almoço, compradas na Praça da Fruta, nas Caldas da Rainha, são deixadas à porta de cada suite, para os ocupantes tomarem o pequeno almoço. Foram ainda criadas duas cozinhas, onde existem três pontos de confeção.
“Há sempre uma economia com esta crise toda para explorar”, sublinhou, acrescentando que estão a apostar muito no Rio do Prado este ano, “por ter sido a unidade que melhor respondeu em termos nacionais”.
O Rio do Prado reabriu com o mercado interno, que segundo o ex-autarca “tem estado bastante bem e a partir de meados de maio começou a esgotar ao fim de semana”. “Já temos 70% do hotel vendido no mês de agosto, o que nunca aconteceu com esta antecedência”, contou.
A previsão do empresário é de 70% a 90% da ocupação no mês de julho e chegar aos perto dos 100% em agosto.

“Segredos de Óbidos” é novo projeto para atrair visitantes à vila

Telmo Faria, que também é proprietário da unidade hoteleira The Literary Man e do restaurante The History Man, ambos na vila de Óbidos, descreveu que a situação aí “é mais dramática”. “É preocupante, porque é um destino muito compensado por uma política de eventos e pela presença de turistas oriundos do estrangeiro”, explicou, dando conta que a “conjugação do fecho das fronteiras e da decisão de não realização de eventos até 30 de setembro, é complicada em termos turísticos”.
A unidade da vila “só abre quando há reservas, por exemplo, agora só temos clientes no dia 10 de julho”, referiu, revelando que a previsão de reservas de “até 31 de julho é de 4% de ocupação no hotel da vila”. “Nesta altura os nossos mercados muitos fortes eram oriundos do Brasil, Estados Unidos e Canadá. Agora só o Canadá pode viajar, mas mesmo podendo não significa que as pessoas viajem”, sublinhou.
De acordo com o responsável, a abertura de fronteiras com Espanha poderá ajudar, mas “ainda não temos nenhum movimento significativo de reservas que nos dê algum conforto, ou seja, não paga a despesa”, garante o empresário.
Com o objetivo de atrair visitantes à vila de Óbidos, o ex-autarca disse que foi criado um novo projeto intitulado “Segredos de Óbidos”, que tem a parceria da Câmara Municipal e Óbidos Criativa - Empresa Municipal. “O intuito é tentar gerar animação com ideias para as pessoas fazerem com o objetivo de explorar segredos e lançar experiências novas em sítios espaçosos e recantos maravilhosos ao ar livre que a vila de Óbidos tem”, descreveu Telmo Faria.
Para desenvolver este projeto nasceu um movimento constituído por comerciantes, empresários da restauração e de bares, e ainda elementos da associação cultural “Sociedade Vila Literária”. “Lançámos o repto e começámos com umas reuniões informais e há aqui uma veia criativa por parte das pessoas com uma vontade como nunca se viu, porque ninguém quer mandar a toalha ao chão”, manifestou, acrescentando que o sucesso do projeto depende agora muito “da nossa estratégia e capacidade de atrair e animar”.
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