31-07-2019 Francisco Gomes (texto) Imprimir PDF     Print    Print

Seis milhões de euros investidos na modernização da central fruteira da Coopval

A maior cooperativa de produtores de pera rocha, situada no Cadaval, celebrou meio século de existência, fazendo um investimento de seis milhões de euros na remodelação da central de calibragem e embalamento e ampliação do espaço de armazenamento. A festa de aniversário da Coopval - Cooperativa Agrícola dos Fruticultores do Cadaval contou com a presença do ministro da Agricultura.

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Inauguração da remodelação da central de calibragem e embalamento
“Gostaríamos muito de ver multiplicado no país o exemplo da Coopval - Cooperativa Agrícola dos Fruticultores do Cadaval, que é um orgulho nacional”, manifestou Capoulas Santos, ministro da Agricultura, no passado dia 23, na cerimónia do 50º aniversário da cooperativa, ocasião aproveitada para a inauguração da remodelação da central de calibragem, ampliação do espaço de armazenamento e automatização dos processos de embalamento.
O membro do governo destacou “o grau de sofisticação de tecnologia e conhecimento ao serviço da produção”, sublinhando que “só desta forma conseguimos chegar aos mercados mais exigentes do mundo”. “Com esta cooperativa, a agricultura tem longo futuro”, declarou.
A nova central fruteira foi alvo de um investimento de seis milhões de euros, dotando a maior organização de produtores de pera rocha, que conta com cerca de 300 associados, com mais de seis dezenas de câmaras frigoríficas com capacidade para receber 25 mil toneladas de fruta (especialmente pera rocha mas também maçã).
Ocupando 24 mil metros quadrados, a central da Coopval está agora dotada de processos robotizados que permitem, por um lado, maior precisão e automatização no embalamento e, por outro, maior rigor na seleção da fruta. As modernas instalações são certificadas, respeitando as normas internacionais de segurança alimentar e assegurando um controlo rigoroso na gestão da qualidade dos produtos.
“Ao cumprirmos este grande investimento na modernização da nossa central, estamos a preparar os próximos 50 anos. Temos uma das maiores e mais modernas centrais de fruta do país, capaz de dar resposta aos desafios vindouros, que acreditamos ser de crescimento. Ao olharmos para a frente no momento em que celebramos o passado, estamos a assumir, perante sócios, clientes e consumidores, o compromisso de que pretendemos continuar no caminho da modernidade e da expansão”, afirmou Aristides Sécio, presidente da cooperativa.
“Vamos ter maior capacidade para servir o cliente final com melhor qualidade e mais eficiência, dando resposta ao esforço diário dos nossos produtores, que durante o ano procuram produzir os melhores frutos”, referiu.
Ao mesmo tempo foi dada a conhecer a nova imagem.
O refresh da imagem institucional e da marca Coopval, que se insere neste movimento de modernização e que foi desenvolvido no âmbito do projeto PME Internacionalização. A nova imagem mantém os elementos que sempre caracterizaram a Coopval, a pera e maçã, mas empresta-lhes contemporaneidade. “Para nós, era muito importante continuar a reforçar a nossa fruta e, sobretudo, a sua origem portuguesa, sem beliscar a relação histórica que temos com os nossos atuais distribuidores e clientes. Mas, ao mesmo tempo, sentimos necessidade de evoluir e de ir ao encontro das tendências para chegar a novos clientes, mais exigentes e atentos aos valores das marcas”, considerou Aristides Sécio.

85% da produção é exportada

Com uma produção anual a rondar 25 mil toneladas de pera rocha e maçã e um volume de negócios de cerca de 18 milhões de euros, a Coopval destina 85% da sua produção à exportação. Tem no Brasil, desde 1977, o seu primeiro e maior mercado externo, estando presente em vários mercados, incluindo Canadá, Reino Unido, Holanda, Alemanha, Itália, França, Espanha, Polónia, Rússia, Marrocos e Médio Oriente.
“Somos responsáveis por 14,5% da produção nacional de pera rocha e procuramos abrir novos mercados, dando a conhecer o produto”, indicou Aristides Sécio.
Capoulas Santos, que inaugurou também a loja de venda de fruta e produtos regionais da cooperativa, revelou existirem boas perspetivas para a entrada dos produtos nacionais na China e para o aumento da exportação para a América do Sul com a redução das taxas alfandegárias.
“É um enorme orgulho olharmos hoje para a agricultura portuguesa, que há 30 ou 40 anos todos diziam que estava condenada e que era um setor para quem só ia quem não sabia fazer mais nada. Hoje somos capazes de competir com as superpotências agrícolas”, disse o ministro, revelando que nos últimos três anos os agricultores do concelho do Cadaval receberam 14 milhões de euros de fundos nacionais e comunitários.
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