16-04-2019 Rui Calisto Imprimir PDF     Print    Print

Escaparate

António Costa nas Caldas da Rainha

O primeiro-ministro e líder do Partido Socialista, António Costa, esteve no dia 10 de abril, nas Caldas da Rainha, na inauguração da nova unidade das Faianças Bordallo Pinheiro, a histórica empresa fundada por Rafael Bordallo Pinheiro a 30 de junho de 1884 (este, ficou responsável pelas configurações técnicos-artísticas e o seu irmão Feliciano pela estrutura financeira).

Naturalmente, estive presente no evento. Foram dois os motivos que me instigaram a aceitar o convite: O facto de ter um carinho imenso e muita admiração por aquela empresa, pois o meu avô materno, Rui Mateus, lá trabalhou como escultor entre os anos de 1910 e 1956; e, obviamente, por ser um camarada, e entusiasta, da política de António Costa.
Depois de uma detalhada visita às novas (e magníficas) instalações, o nosso primeiro-ministro, em seu discurso, soube, e muito bem, explanar alguns pontos relevantes acerca daquelas Faianças. Recordando-nos, inclusive, o facto de ter sido procurado por algumas pessoas, aquando da sua presidência na Câmara Municipal de Lisboa, para que, dentro das possibilidades que aquele cargo lhe permitia, ajudasse a evitar que a fábrica encerrasse portas (devido à crise que arrasou Portugal, e a Europa, a partir de 2008). Motivado pelo valor cultural e afetivo da empresa em risco, reuniu os recursos possíveis e apoiou diversas iniciativas que vieram a revelar-se fundamentais no reerguer da instituição caldense. O momento decisivo no alavancar da empresa acontece poucos meses depois quando, apesar da avassaladora recessão que vinha agindo com voracidade por toda a Europa e pelos cofres da Bordallo Pinheiro, o Grupo Visabeira (através da Vista Alegre) dá-lhe um voto de confiança e adquire-a.
Durante dez anos todos os esforços para a capitalizar foram feitos e, assim, chegamos a 2019 com esta grata surpresa: As Faianças Bordallo Pinheiro encetaram um projeto de modernização e ampliação para equilibrar a massa de criação e alargar o volume da sua lavra para o setor internacional.
Nesta nova etapa, a administração, ao mesmo tempo que assume o empenho em recuperar a totalidade da produção das peças originais – dando seguimento ao projeto inicial elaborado por Rafael Bordallo Pinheiro – aposta na singularidade, através da aceitação de designers atuais, possibilitando que novas criações surjam e elevem, mais ainda, aquela notável marca.
O espaço-fábrica atingiu os 12 mil metros quadrados de área, permitindo aumentar os postos de trabalho de 170 para 270. Com a ampliação, a previsão de venda internacional é de 75%, chegando a mercados distantes tais como Japão, Estados Unidos, França, Itália, Reino Unido, Espanha, Holanda e Suécia.
Um dos projetos futuros - e um passo importante para a recuperação da sua própria história - será a total remodelação da loja existente nas antigas instalações situadas na Rua Rafael Bordalo Pinheiro, bem como a ampliação e reestruturação da Casa Museu San Raphael, existente nesse mesmo local.
Nove milhões de euros foi o valor investido nas instalações agora inauguradas e, sobre isso, disse-nos António Costa: “Quando se investe num valor seguro, como é a marca Bordallo e os seus produtos, podemos ter confiança de que esse investimento vence seguramente qualquer ciclo económico”.
Longa vida à Bordallo Pinheiro!
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