04-06-2018 Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Universidade de Aveiro constrói estação piloto de aquacultura sustentável

Aveiro, 04 jun (Lusa) – A Universidade de Aveiro anunciou hoje que vai começar a construir uma estação piloto para teste de novos sistemas de aquacultura sustentável no seu Laboratório para a Inovação e Sustentabilidade dos Recursos Biológicos Marinhos (Ecomare).

A estação piloto será instalada naquela unidade na Gafanha da Nazaré (Ílhavo), no âmbito do projeto “AquaMMin”, apresentado pela Universidade de Aveiro ao programa Mar 2020 e com um financiamento aprovado superior a 1,4 milhões de euros.

A estação piloto será constituída por oito sistemas independentes, cada um dividido em três compartimentos interdependentes, sendo que em cada compartimento será cultivado um nível trófico diferente.

O primeiro, alimentado a ração, será ocupado com peixe ou crustáceos. O segundo, alimentado com a matéria orgânica mais grosseira não usada no primeiro, será usado para criação de, por exemplo, minhocas ou ostras. O terceiro usa a matéria inorgânica resultante do processamento da matéria orgânica nos dois anteriores e servirá para cultivar, entre outras espécies, salicórnia ou ulva (alface-do-mar).

Todos os sistemas serão assistidos com automação e estarão sob monitorização permanente, sendo possível o controlo remoto. No final, será instalado um sistema de filtração e de recirculação. Os dados da monitorização dos sistemas vão sendo gravados na "cloud" para análise.

“Com estes sistemas de aquicultura multitrófica integrada, procura-se reduzir ao mínimo duas consequências da aquacultura convencional: o desperdício (de nutrientes) e os impactes no meio ambiente”, salienta o coordenador do projeto, Ricardo Calado, investigador do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar/Departamento de Biologia da UA.

O objetivo do projeto é estudar soluções de aquacultura em regime modular multitrófico integrado, que possam servir de orientação e inspiração a investimentos neste setor.

“Hoje, há empresas em Portugal a trabalhar este conceito, aquicultura multitrófica integrada, mas sem o grau de integração e automação que queremos introduzir nesta demonstração de conceito e tecnologia”, assinala o investigador.

 

MSO // JGJ

Lusa/Fim

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