27-04-2018 Cultura, Política, Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Projeto museográfico para Fortaleza de Peniche foi entregue hoje, inauguração em 2019 (C/ÁUDIO, VÍDEO E FOTOS)

Lisboa, 27 abr (Lusa) - O guião de conteúdos que servirá de base ao projeto de arquitetura para o Museu Nacional da Resistência e Liberdade, da Fortaleza de Peniche, foi hoje entregue ao ministro da Cultura, que prometeu a inauguração para abril de 2019.

Numa cerimónia no Palácio da Ajuda, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, recebeu das mãos da Comissão de Instalação dos Conteúdos e da Apresentação Museológica (CICAM) o guião para os conteúdos do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade da Fortaleza de Peniche.

“Este é um passo muito importante. A candidatura já foi aprovada para os fundos necessários para a construção [3,4 milhões, dos quais 400 mil euros são suportados pelo Orçamento do Estado e os restantes por fundos comunitários] e já temos projeto museográfico aqui apresentado, é um roteiro, um guião, que se deve a esta comissão, a partir do qual se fará o projeto arquitetónico”, afirmou.

O ministro destacou que este museu terá uma função de evocação e memória da resistência e da luta pela liberdade, mas também de ensinamento e educação cívica das gerações mais jovens, sem memória histórica do que foi o 25 de Abril.

“É esta a génese do projeto para o Museu Nacional em Peniche. É preciso conhecer a luta a partir da qual foi possível a madrugada de 25 de Abril”, afirmou Luís Filipe Castro Mendes, agradecendo aos membros da comissão o trabalho que lhe entregaram, “resultado de uma reflexão profunda” sobre as histórias que importa contar no museu.

Com a cerimónia de hoje e a intenção de inaugurar o museu daqui a exatamente um ano, o ministro pretende cumprir o simbolismo de se reunirem a 27 de abril “evocando a libertação dos presos da Fortaleza de Peniche, dois dias depois da revolução libertadora de abril”.

Em resultado do concurso público lançado pela Direção Geral do Património Cultural (DGPC), para a elaboração do projeto do museu, decorre já “a análise pelo júri das 22 propostas de equipas de arquitetura, que será conhecida a breve prazo”.

Os conteúdos deste guião, hoje apresentado, irão orientar a equipa de projeto, vencedora, em diálogo com a DGPC, na definição da museografia, acrescentou o ministro, salientando o facto de cumprir também com este programa o objetivo da descentralização, já que são poucos os museus nacionais fora dos dois principais centros urbanos, Lisboa e Porto.

Contudo, todos os projetos serão expostos no Museu de Etnologia, em Lisboa, adiantou o responsável.

Há um ano foi decidido em Conselho de Ministros criar um museu da liberdade, onde antes havia tortura e prisão, afirmou o governante, sublinhando que “a liberdade tem de ser cuidada, garantida, defendida e interiorizada”.

“Por isso é importante conhecer o passado, a tortura, a violência e a censura e garantir que no futuro não se repita a opressão. É necessário conhecer a história da resistência, porque os resistentes, as forças democráticas não se pouparam a riscos e a sacrifícios", afirmou.

A fortaleza, classificada como Monumento Nacional desde 1938, foi uma das prisões do Estado Novo de onde se conseguiu evadir, entre outros, o histórico secretário-geral do PCP Álvaro Cunhal, em 1960, protagonizando um dos episódios mais marcantes do combate ao regime ditatorial.

 

AL // MAG

Lusa/Fim

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