25-06-2018 Economia, Sociedade, Política, Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Deputada do BE questiona Governo sobre fecho da CGD de São Vicente da Beira

Castelo Branco, 25 jun (Lusa) - A deputada do Bloco de Esquerda (BE) Mariana Mortágua questionou o Governo sobre o encerramento da agência da CGD de São Vicente da Beira, Castelo Branco, já que se trata “de um ataque à população e à economia local”.

"O anunciado encerramento constitui assim mais uma degradação do serviço público e um ataque à população e economia local de São Vicente da Beira, agravando a desertificação e empobrecimento das regiões do interior", afirma Mariana Mortágua num documento enviado hoje à agência Lusa.

Realça ainda que o encerramento desta agência do banco público, no município de Castelo Branco, serve uma população envelhecida, de reduzida capacidade de acesso digital e mobilidade no território, bem como outras cinco freguesias limítrofes.

"A confirmar-se este encerramento, a população das freguesias afetadas passará a ter de se deslocar 20 quilómetros para usufruir dos serviços do banco público", sustenta.

A deputada do BE pergunta ao Governo se confirma o encerramento da agência da CGD de São Vicente da Beira.

"A confirmar-se, não considera o Governo esta decisão que o encerramento da Agência de São Vicente da Beira viola o dever de interesse e de serviço público a que a administração do banco público deve estar obrigada", questiona.

Mariana Mortágua pergunta ainda se o Governo está disponível para impedir que o eventual encerramento da agência da CGD de São Vicente da Beira se venha a concretizar, assegurando desta forma o acesso da população a um serviço bancário público.

Segundo informações recolhidas pela Lusa nas últimas semanas, entre as agências da CGD que irão fechar estão, entre outras, Darque (Viana do Castelo), Grijó e Arcozelo (Gaia), Pedras Salgadas (Vila Pouca de Aguiar), Prior Velho (Loures), Alhandra (Vila Franca de Xira), Abraveses e Rua Formosa (Viseu), Louriçal (Pombal), Avanca (Estarreja), Desterro (Lamego), Carregado (Alenquer), Colos (Odemira), Alves Roçadas (Vila Real), Nogueira do Cravo (Oliveira de Azeméis), Perafita (Matosinhos) e Coimbra.

A CGD tinha 587 agências em Portugal no fim de 2017 e quer chegar ao final deste ano com cerca de 517.

A redução da operação da CGD, incluindo o fecho de 180 balcões em Portugal até 2020, foi acordada entre o Estado português e a Comissão Europeia como contrapartida pela recapitalização do banco público feita em 2017.

Em 2017, já tinha fechado 67 balcões, encerramentos que provocaram muita polémica e protestos, sendo o mais conhecido o caso de Almeida.

Assim, com o encerramento destes 70 balcões, a CGD terá ainda de fechar mais 43 balcões nos próximos dois anos.

 

CAYC (IM) // SSS

Lusa/Fim

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