20-06-2018 Economia, Sociedade, Política, Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Deputados do PS questionam Governo sobre fecho da CGD em São Vicente da Beira

Castelo Branco, 20 jun (Lusa) - Os deputados do PS eleitos pelo círculo de Castelo Branco questionaram o Governo sobre o encerramento da agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em São Vicente da Beira e alertaram para os constrangimentos desta decisão.

"O encerramento desta agência implicará um sério prejuízo para os habitantes desta freguesia e traduz-se numa profunda contradição com a política que o XXI Governo Constitucional tem prosseguido de promoção do desenvolvimento e da qualidade de vida dos cidadãos que residem no interior do país", afirmam os deputados socialistas Hortense Martins e João Marques numa nota enviada hoje à agência Lusa.

Os parlamentares, que receberam o alerta dos autarcas e da população daquela freguesia do concelho de Castelo Branco, lamentam a decisão e sublinham que o fecho deste balcão já tinha sido ponderado em 2017, mas acabou por não avançar.

"Os serviços prestados por esta agência são dirigidos, sobretudo, a uma população envelhecida, com características de grande dependência de um serviço personalizado, que se baseia na confiança nos colaboradores da agência, e estando em muitos casos afastada da necessária literacia digital para aceder a outros canais de prestação de serviço, esta decisão implicaria uma discriminação intolerável desde o ponto de vista da igualdade de acesso dos cidadãos aos serviços públicos fundamentais", alertam.

Hortense Martins e João Marques querem saber se o Governo tem conhecimento dos critérios que serão usados na avaliação feita quanto ao serviço público a prestar à população e sobre quais os critérios usados no caso desta agência da CGD.

"Foram acautelados os postos de trabalho dos colaboradores desta agência, assim como os seus direitos?" questionam.

Por último, perguntam à tutela sobre as medidas que têm vindo a ser tomadas no sentido de garantir que as populações, de todo o país, e em particular do interior do território nacional, mantenham um elevado nível de serviço da entidade bancária pública, tendo em conta as suas características sociológicas, as distâncias e a falta de transportes públicos.

A CGD vai fechar cerca de 70 agências este ano, a maioria já este mês e nas áreas urbanas de Lisboa e Porto, indicou na semana passada, em comunicado, o banco público, que não indicou quantas são exatamente as agências que fecharão até final de junho, nem onde se situam, dizendo apenas que muitos desses balcões estão em áreas urbanas.

Segundo informações recolhidas pela Lusa nas últimas semanas, entre as agências da CGD que irão fechar estão, entre outras, Darque (Viana do Castelo), Grijó e Arcozelo (Gaia), Pedras Salgadas (Vila Pouca de Aguiar), Prior Velho (Loures), Alhandra (Vila Franca de Xira), Abraveses e Rua Formosa (Viseu), Louriçal (Pombal), Avanca (Estarreja), Desterro (Lamego), Carregado (Alenquer), Colos (Odemira), Alves Roçadas (Vila Real), Nogueira do Cravo (Oliveira de Azeméis), Perafita (Matosinhos) e Coimbra.

A CGD tinha 587 agências em Portugal no fim de 2017 e quer chegar ao final deste ano com cerca de 517.

A redução da operação da CGD, incluindo o fecho de 180 balcões em Portugal até 2020, foi acordada entre o Estado português e a Comissão Europeia como contrapartida pela recapitalização do banco público feita em 2017.

Em 2017 já tinha fechado 67 balcões, encerramentos que provocaram muita polémica e protestos, sendo o mais conhecido o caso de Almeida.

Assim, com o encerramento destes 70 balcões, a CGD terá ainda de fechar mais 43 balcões nos próximos dois anos.

 

CAYC (IM) // SSS

Lusa/Fim

Fonte: VIP - Oeste Global - Jornal Oeste Online / Lusa - © Direitos Reservados (conteúdo exclusivo protegido por contrato)
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