14-05-2018 Lusa, Caldas da Rainha Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Comissão de Defesa da Linha do Oeste contra supressão de comboios inter-regionais

Caldas da Rainha, Leiria, 14 mai (Lusa) – A Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste afirmou hoje haver a intenção de suprimir comboios inter-regionais entre Caldas da Rainha e Coimbra e remeteu para os próximos dias a divulgação de ações de protesto.

A comissão considerou hoje “inaceitável que a CP esteja a equacionar a supressão dos comboios inter-regionais entre Caldas da Rainha e Coimbra e vice-versa”, a partir do próximo dia 01 de junho.

A Lusa tentou junto da CP confirmar a alegada supressão de comboios, mas não foi ainda possível obter os esclarecimentos pedidos à empresa.

Num comunicado enviado às redações, a comissão considera que a supressão de comboios inter-regionais representaria “mais uma machadada na Linha do Oeste, no que toca ao número de passageiros que a utilizam”, uma vez que a sua substituição por uma ligação das Caldas da Rainha à Bifurcação de Lares, ou vice-versa, “representará certamente um aumento do tempo de percurso, para além do desconforto da mudança de composição”.

A medida, acrescenta, iria “inevitavelmente agravar ainda mais a grave situação deste eixo ferroviário”, sujeito a recorrentes supressões nos horários das ligações regionais desde o início de 2017, e, por outro lado, favorecer “o transporte rodoviário de passageiros que até aqui não competia em tempo e preço do serviço, com o comboio”.

Sustentando que a medida “põe em causa o futuro da Linha do Oeste”, a comissão adianta que irá anunciar, nos próximos dias, uma “ação de luta” contra esta medida e apela a que autarcas, deputados, agentes económicos, sociais e culturais e população em geral “se manifestem pelas mais variadas formas”.

A Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste irá ainda, “em breve, proceder à entrega na Assembleia da República de uma petição, com mais de quatro mil assinaturas, exigindo que o Governo e a CP – Comboios de Portugal tomem urgentes medidas para a aquisição de novas composições ferroviárias” para a linha.

“É imperioso que no imediato seja reforçada a luta em defesa deste troço ferroviário, pela sua requalificação e modernização”, conclui.

A Linha do Oeste foi renovada entre 1990 e 2004, mas, desde então, a degradação do serviço de passageiros e a morosidade das ligações a Lisboa e à Figueira da Foz levou a um gradual abandono e à redução de utilizadores.

O Governo de Passos Coelho anunciou, em 2011, a intenção de acabar com o transporte de passageiros entre as Caldas da Rainha (distrito de Leiria) e a Figueira da Foz (distrito de Coimbra), o que gerou protestos das populações servidas pelo comboio.

Um estudo encomendado pela Câmara das Caldas da Rainha sustentou a viabilidade da linha com base numa alteração do percurso (com ligação a Coimbra) e o ajustamento de horários, que o anterior Governo acedeu a implementar e que resultou num aumento dos passageiros.

O Governo aprovou a requalificação do troço no âmbito Plano de Investimentos em Infraestruturas Ferrovia, que previa o início das obras em construção em finais de 2017, mas que ainda não se verificou.

 

DYA // ROC

 

Lusa/fim

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