02-07-2018 Cultura, Sociedade, Educação, Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

BREVES: Cultura

Redação, 02 jul (Lusa) – Notícias breves de Cultura:

 

Fundação Gulbenkian publica nova edição de “A Cidade Virtuosa”, de Alfarabi

 

Uma nova edição da obra “A Cidade Virtuosa”, de Alfarabi, filósofo muçulmano que morreu no ano de 951 em Damasco, é apresentada na próxima quarta-feira, às 18:00, no auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), em Lisboa.

“Esta obra é tida como fundadora da filosofia islâmica medieval e constitui uma síntese de todo o sistema de Alfarabi, autor que viveu entre 870 e 950 e desenvolveu um pensamento original nos campos da filosofia, das matemáticas e da música”, lê-se no comunicado da FCG.

Nesta obra, Alfarabi distingue vários tipos de cidades e estabelece as diferenças entre uma cidade virtuosa e uma cidade ignorante, enumerando, seguindo Platão, as qualidades do chefe da cidade ideal.

“A cidade virtuosa é aquela que conduz à felicidade dos seus habitantes e o seu líder está para a cidade como o coração para o corpo. Alfarabi descreve em pormenor as qualidades excecionais e as virtudes intelectuais e morais que o líder deve possuir. Deverá ser sábio ou filósofo, sob pena de a cidade se desvirtuar ou mesmo ser destruída. E uma das suas tarefas mais importantes do líder é saber deduzir leis novas com base nas tradições antigas, adaptando-as às circunstâncias correntes”.

A obra, traduzida partir do texto original em língua árabe por Catarina Belo, é publicada no âmbito da coleção “Textos Clássicos”, da Gulbenkian.

Catarina Belo, professora na Universidade do Cairo, é “uma das mais reputadas especialistas em filosofia islâmica, que assina também a introdução, as notas e o glossário”, segundo comunicado da FCG.

 

 

A Formação da Galeria Nacional de Pintura na Coleção Estudos de Museus

 

Um estudo do historiador Hugo Xavier, sobre Sousa Holstein e o seu papel na criação da Galeria Nacional de Pintura, da Academia Nacional de Belas Artes, é apresentado terça-feira, no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.

"O Marquês de Sousa Holstein e a Formação da Galeria Nacional de Pintura da Academia de Belas Artes de Lisboa" aborda o núcleo fundador da Galeria Nacional de Pintura da Academia de Belas Artes de Lisboa, assente nas pinturas dos conventos extintos pelo Liberalismo, em 1834. Inaugurada em 1868, há 150 anos, no antigo convento de S. Francisco, em Lisboa, a galeria está na origem dos primeiros museus de arte criados em Portugal, nomeadamente o Museu Nacional de Arte Antiga.

O livro, integrado na Coleção Estudos de Museus, analisa meio século de esforços empreendidos por vários agentes, com destaque para Sousa Holstein, vice-inspetor da Academia, determinante na organização, conservação, exposição, estudo, promoção e divulgação do acervo, assim como do seu enriquecimento por meio de transferências, aquisições ou doações, que estão na origem do Museu Nacional de Arte Antiga.

A apresentação da obra realiza-se terça-feira, dia 03, a partir das 18:00, no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.

 

 

Lisbon Music Fest abre dia 12

 

Os Trondheim Junior Soloists, da Noruega, e a Camerata da Academia de Música de Lisboa abrem, no dia 12, às 21:30, nas Ruínas do Convento do Carmo, na capital portuguesa, a 4.ª edição do Lisbon Music Fest, que se prolonga até dia 28, em mais seis municípios.

O Lisbon Music Fest é um festival internacional de orquestras, coros, ‘jazz big bands’ e ensembles de música de câmara, que reúne jovens músicos de todo o mundo. Este ano, além de países europeus, conta com a participação dos Estados Unidos e da Austrália.

Em Lisboa, os concertos, todos de entrada livre, também acontecem no Palácio da Ajuda e no Museu da Música. Além de Lisboa, os concertos do Lisbon Music Fest também chegam a Évora, Batalha, Peniche, Elvas, Belmonte e Palmela.

Do cartaz fazem igualmente parte a Bromley Youth Concert Band, do Reino Unido, a Ness Ziona Youth Concert Band, de Israel, e a Netherlands Youth String Orchestra, entre outros agrupamentos.

A programação está disponível em www.lisbonmusicfest.com.

 

 

Obra destinava aos jovens sobre a vida do último imperador austro-húngaro

 

“O Santo Rei”, do padre João Vergamota, com ilustrações de Mercês Gil, algumas conjugandas com fotografia de época, é uma biografia de Carlos de Habsburgo (1887-1922), o último imperador da Áustria-Hungria, tornado beato da Igreja Católica, em 2004, pelo papa João Paulo II.

No prefácio, Duarte de Bragança, presidente da Fundação D. Manuel II, afirma que Carlos “pode ser considerado um santo português porque nasceu para o céu na [ilha da] Madeira”. Segundo Duarte de Bragança, “quando da sua morte, os seus vizinhos na paróquia da Senhora do Monte [nos arredores do Funchal] já o consideravam santo”.

Carlos de Habsburgo casou com Zita de Borboun-Parma, que era neta do rei D. Miguel, de Portugal, bisavô de Duarte de Bragança. O “parente” de Carlos, considera “importante espalhar a sua devoção”, e modo a que a Igreja católica autentique um segundo milagre e seja então canonizado.

A obra, editada pela Paulus, inclui a biografia do monarca, aborda a sua ação na Grande Guerra 1914-1918, os esforços para manter o império após a derrota, a beatificação e sua mulher, a imperatriz Zita (1892-1989).

É ainda dedicado um capítulo ao vestido de batizado do monarca, que foi oferecido a um casal português que apoiou a família imperial no exílio na Madeira, e que se realciona com o misticismo da beatificação.

 

NL // MAG

Lusa/Fim

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