10-07-2018 Política, Lusa, Arruda dos Vinhos Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Câmara de Arruda dos Vinhos sem contratos com empresas da operação ‘tutti frutti’

Arruda dos Vinhos, Lisboa, 10 jul (Lusa) - A Câmara de Arruda dos Vinhos não tem contratos celebrado com as empresas que estão a ser investigadas pela Polícia Judiciária (PJ), no âmbito da operação ‘tutti frutti’, que investiga crimes económicos, como a corrupção, esclareceu o seu presidente.

“Nenhuma empresa que está na base da investigação da Polícia Judiciária tem qualquer relação contratual com o Município de Arruda dos Vinhos”, disse o presidente da Câmara, André Rijo (PS), referindo-se à operação ‘tutti frutti’, na reunião pública de segunda-feira à noite.

O socialista respondia ao vereador do PSD Luís Rodrigues, que questionou o executivo sobre o objetivo das buscas, as empresas que estão envolvidas na investigação e o que levou a PJ à Câmara de Arruda dos Vinhos.

André Rijo respondeu que os inspetores da PJ analisaram vários procedimentos concursais e, em dois deles, detetaram que, em cada um, tinha concorrido “uma dessas empresas” investigadas pela PJ, num dos casos a Ambigold e, no outro, o Ginásio ao Ar Livre da Quinta do Ouro, mas “não ganharam” cada um dos concursos.

O presidente da câmara adiantou que, desde as buscas realizadas há duas semanas, “não houve mais notificações, nem mais buscas”, e que ninguém da câmara foi constituído arguido.

O autarca reiterou que continua “disponível” para colaborar na investigação “com transparência”, aguardando “tranquilamente pelos resultados” do processo, que se encontra em segredo de justiça.

Há duas semanas, durante as buscas, o município facultou aos inspetores da PJ “todos os documentos e elementos solicitados”.

A PJ realizou cerca de 70 buscas, incluindo a autarquias, sociedades e instalações partidárias, no continente e no arquipélago dos Açores, segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), que adiantou estarem em causa crimes económicos, como corrupção.

No âmbito deste inquérito, segundo a PGR, investigam-se crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento proibido.

“Segundo os fortes indícios recolhidos apurou-se, no essencial, que um grupo de indivíduos ligados às estruturas de partido político [desenvolveu] influências destinadas a alcançar a celebração de contratos públicos, incluindo avenças com pessoas singulares e outras posições estratégicas”, referiu a PGDL, na sua página na internet.

A notícia da realização de buscas foi adiantada pela edição ‘online’ da revista Sábado.

Em causa, referiu a Sábado, estão suspeitas da prática de crimes económico financeiros decorrentes da contratação de pessoal e da adjudicação direta de serviços a empresas ligadas ou controladas por dirigentes políticos, sobretudo do PSD.

Um dos principais visados na operação, indica a revista, é o social-democrata Carlos Eduardo Reis, conselheiro nacional do PSD e ex-presidente da JSD de Braga.

Carlos Reis controla várias empresas que ganharam inúmeras adjudicações diretas de autarquias controladas pelo PSD e também pelo PS, acrescenta a Sábado.

Também na sua edição ‘online’, o Jornal de Notícias refere que a investigação visa uma rede de clientes que envolve maioritariamente empresas e autarquias lideradas por militantes do PSD. Estão em causa os contratos adjudicados por duas a três dezenas de autarquias, entre câmaras municipais e juntas de freguesia, a várias empresas.

 

FYC // MLS

Lusa/Fim

Fonte: VIP - Oeste Global - Jornal Oeste Online / Lusa - © Direitos Reservados (conteúdo exclusivo protegido por contrato)
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