31-08-2018 Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Lisboa e Vale do Tejo precisa de pelo menos mais 1.500 enfermeiros- Sindicato

Lisboa, 31 ago (Lusa) – Pelo menos 1.500 novos enfermeiros são necessários na região de Lisboa e Vale do Tejo na área dos cuidados de saúde primários e personalizados, segundo contas do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

A estimativa foi feita à agência Lusa pelo dirigente sindical Rui Marroni e baseia-se nas recomendações da Organização Mundial da Saúde, que apontam para a necessidade de um enfermeiro para cada 350 famílias.

Neste momento, na área da Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) há 2.800 profissionais e cerca de 1,5 milhões de famílias.

Segundo Rui Marroni, com base nas 1,5 milhões de famílias acompanhadas pelos enfermeiros da ARS-LVT seria preciso contratar 1.500 profissionais para se chegar a um valor de 4.300 enfermeiros e cumprir o rácio recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

O dirigente nacional do SEP lembra que a ARS-LVT é “a maior ARS” do país.

Os enfermeiros de vários centros de saúde e da divisão de intervenção nos comportamentos aditivos e dependências da ARS-LVT estão hoje a cumprir um dia de greve, reclamando uma “justa, correta e legal contagem de pontos para o descongelamento das progressões a todos os enfermeiros”, reclamando ainda efeitos retroativos a janeiro.

Os profissionais em greve pedem ainda a contratação de mais enfermeiros e a abertura de mais unidades de cuidados continuados.

Segundo o SEP, os profissionais estão ainda “contra a imposição de horários superiores a 35 horas semanais” em algumas unidades de saúde familiar (USF).

Algumas dezenas de enfermeiros estiveram hoje de manhã concentrados junto à sede da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, coincidindo com a greve na região, que está a registar uma adesão acima dos 90%.

Segundo disse Rui Marroni à agência Lusa, a paralisação está a registar uma adesão entre os 90% e os 100%.

“Progressão afinal é ilusão?”, expressavam os profissionais através de uma faixa afixada junto à sede da ARSL-VT.

Segundo Rui Marroni, há vários centros de saúde a registarem adesões de 100% à greve, como nos casos de Lourinhã, Sobral de Monte Agraço, Mafra, Azambuja Moita e Quinta do Conde, entre outros.

 

ARP // PMC

Lusa/Fim

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