09-07-2018 Cultura, Economia, Sociedade, Lusa, Porto de Mós Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

“Primeira Pedra” chega a Porto de Mós com obras de arquitetos e designers

Porto de Mós, Leiria, 09 jul (Lusa) – A exposição “Identidade”, do projeto “Primeira Pedra”, que reúne trabalhos de arquitetos e designers nacionais e internacionais, como Souto Moura, Siza Vieira ou Amanda Levete, é inaugurada na quarta-feira em Porto de Mós, distrito de Leiria, foi hoje anunciado.

“A exposição ‘Identidade’ apresenta 26 das 52 peças produzidas no âmbito ‘Primeira Pedra’, que percorreram, durante os últimos dois anos, grandes palcos do design internacional, das artes e da arquitetura mundial, desde Nova Iorque, Milão, Basileia, São Paulo, Veneza ou Londres”, informa a ASSIMAGRA – Associação dos Recursos Minerais de Portugal, promotora da iniciativa.

“Primeira Pedra” é um programa de pesquisa experimental, promovido pela ASSIMAGRA, em parceria com a Experimenta Design, que “conciliou indústria e design no desenvolvimento de novas aplicações que sublinham as especificidades da pedra portuguesa e as potencialidades da sua indústria”.

“A este programa associaram-se 24 arquitetos e designers de produto ou gráficos, bem como outros protagonistas do território da criação cultural – nacionais e internacionais – convidados a desenvolver projetos que enfatizam não só a pedra em bruto ou processada, mas também o próprio local da sua extração, as pedreiras, a sua envolvente sociocultural e o seu papel na paisagem e no ambiente”, adianta a associação.

A exposição “Identidade”, patente até 14 de outubro, tem como palco ruas e locais mais emblemáticos de Porto de Mós, incluindo o Castelo, as praças da República e do Rossio, Paços do Concelho, Jardim e Museu municipais, com peças em mármore e calcário elaboradas por 14 destes arquitetos e designers.

“Estamos a falar de uma mão cheia de arquitetos e designers do melhor que há no mundo”, afirmou à agência Lusa o vice-presidente executivo da ASSIMAGRA, Miguel Goulão, adiantando que o calcário e mármore utilizados nas peças têm origem “no triângulo Vila Viçosa, Estremoz e Borga”, no Alentejo, e na região Centro, concretamente Porto de Mós, Alcobaça e Santarém.

Segundo Miguel Goulão, a escolha do tema “Identidade” deve-se ao facto de “se estar a falar de um recurso que tem uma cultura e identidade próprias”.

“Se compararmos com outro produto, como uma peça de roupa, esta pode ser fabricada em qualquer parte do mundo. No nosso caso, estamos a falar de alguns recursos naturais únicos no mundo, um fator intrínseco do nosso produto e uma vantagem competitiva”, declarou.

Para o dirigente da ASSIMAGRA, “ao desafio feito a arquitetos e designers de poderem criar livremente o que entenderem, o setor correspondeu à altura e nenhum projeto deixou de ser feito”, numa “iniciativa que tem o objetivo de acrescentar ainda mais valor àquilo que é feito em Portugal”.

De acordo com informação da associação, na mostra estão peças de Siza Vieira, o primeiro português galardoado com o prémio Pritzker, em 1992, considerado o Nobel da Arquitetura, e de Eduardo Souto de Moura, distinguido com igual prémio em 2011.

João Luís Carrilho da Graça, distinguido com o Prémio AICA - Associação Internacional de Críticos de Arte e Prémio Pessoa, e Paulo David, também galardoado pela AICA e em 2017 distinguido com o Global Award for Sustainable Architecture, figuram também entre os nomes nacionais que, inclui, ainda, o designer de comunicação Jorge Silva, que foi diretor de arte de vários jornais, dirigiu diversas revistas e foi diretor de arte do grupo Leya e consultor artístico da Imprensa Nacional - Casa da Moeda.

“Identidade” inclui também trabalhos dos britânicos Amanda Levete (cujos trabalhos recentes incluem o novo edifício do MAAT em Lisboa), Jonathan Barnbrook (desenhou a primeira ‘font’ digital adquirida pelo MoMA de Nova Iorque) e Ian Anderson (foi co-curador do pavilhão britânico na 10.ª Bienal de Veneza).

Do Chile marca presença o estúdio Elemental, cujo diretor-executivo, Alejandro Aravena, foi distinguido com o Prémio Pritzker em 2016, enquanto do Brasil surge o Studio MK27, que desde 2001 já ganhou mais de 200 prémios nacionais e internacionais e em 2012 representou o país na Bienal de Arquitetura de Veneza. De França é a dupla Ronam & Erwan Bouroullec, cujo design “tem feito parte de reconhecidos museus internacionais”, adianta a ASSIMAGRA.

Têm também trabalhos na mostra “Identidade” o libanês Vladimir Djurovic que, entre outros, ganhou o “Aga Khan Award for Arquitecture” em 2007, a sueca Mia Hägg, que foi responsável pelo projeto do estádio nacional nos Jogos Olímpicos de Pequim, e o indiano Bijoy Jain, autor de projetos “desenvolvidos com cuidadosa consideração pelo local e práticas que retira do conhecimento tradicional, técnicas locais de construção, materiais e da ingenuidade resultante da limitação de recursos”.

O programa “Primeira Pedra” foi concluído formalmente em dezembro de 2017, “mas as peças produzidas continuam a circular pelo mundo, fruto de muitas solicitações de galerias de arte e design, nacionais e internacionais, bem como de outras entidades”, como foi o caso agora da Câmara de Porto de Mós.

 

SR // SSS

Lusa/Fim

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