26-04-2018 Economia, Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Comerciantes contra encerramento ao transito do centro de Torres Vedras

Torres Vedras, Lisboa, 26 abr (Lusa)- Um grupo de comerciantes do Largo de São Pedro, no centro histórico de Torres Vedras, foi hoje à Assembleia Municipal para demonstrar o seu descontentamento pelo encerramento ao trânsito da zona desde o dia 16.

Há 35 anos no local, Armando Ferreira afirmou que “não promete manter a loja aberta até ao final do ano”, tendo em conta as quebras nas vendas que está a ter, faturando menos de cem euros por dia, o que “não dá para a despesa”.

Elvira Moreira lamentou que a câmara não tenha ouvido os comerciantes e não tenha calculado o seu prejuízo, antes de implementar a medida.

“Ninguém para ali, desde que está encerrado ao trânsito”, afirmou por seu turno Olga Silva, adiantando que “todos os comerciantes estão contra”.

Para José Lopes, as obras de requalificação do centro histórico não estão a contribuir para o objetivo de atrair pessoas a esta zona, mas antes a “afastá-las e a impedir que o comércio se desenvolva”.

Os comerciantes entregaram uma petição a pedir ao executivo municipal a revogação da medida, sob pena de “condenar à morte o comércio” na zona.

O presidente da Câmara, Carlos Bernardes, esclareceu que “houve diálogo com os comerciantes” e há quem “esteja a favor”, tendo aí aberto “recentemente” dois estabelecimentos.

Apesar disso, a autarquia está a monitorizar a implementação das medidas.

O autarca acrescentou que, em contrapartida, o centro histórico passa a ser atravessado pelos transportes públicos da cidade, a partir de segunda-feira.

Desde o dia 16, a Câmara de Torres Vedras implementou diversas medidas de alteração ao trânsito no centro histórico da cidade, com vista a retirar daí a circulação automóvel a favor dos transportes públicos.

As medidas, segundo a autarquia, visam valorizar o património histórico-cultural, diminuir o ruído e a poluição atmosférica, promover o uso de transportes públicos em detrimento do veículo particular e restituir aos cidadãos o espaço público.

O Largo de São Pedro, cuja igreja abriu ao público há vários meses após obras de restauro, deixou de ser atravessado por veículos e passou a ter uma utilização exclusivamente pedonal, assim como a Rua Miguel Bombarda, Praça do Município, Rua Dr. João de Meneses e Praça de Wellington.

Por dia, o centro histórico da cidade é atravessado por mil veículos, a maioria dos quais não estaciona nos parques existentes nessa zona da cidade, com 250 lugares disponíveis.

A câmara alterou também o sentido do trânsito em diversas ruas.

 

FYC // ARA

Lusa/Fim

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