17-01-2019 Sociedade, Lusa, Torres Vedras Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

MP acusa grupo liderado por detido de associação criminosa e tráfico de droga

Torres Vedras, Lisboa, 17 jan (Lusa) - O Ministério Público (MP) de Torres Vedras deduziu acusação por associação criminosa e tráfico de estupefacientes a 13 arguidos de um grupo que tinha como líder um detido que vendia droga nos distritos de Lisboa e Setúbal.

A partir do Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz, em Grândola, no distrito de Setúbal, onde se encontra em prisão preventiva à ordem de outro processo, um cidadão, de 41 anos, de nacionalidade marroquina, decidiu “organizar meios para proceder à aquisição de canábis a partir de Espanha e do Algarve, em grandes quantidades, para posterior distribuição a terceiros, a troco de dinheiro”, refere a acusação do MP, a que a agência Lusa teve hoje acesso.

Para tal, contou com a colaboração da namorada, de 39 anos, e de dois amigos, de 29 e 32 anos, seus “braços direitos”, também arguidos neste processo.

O MP descreve que o cabecilha do grupo procedia a contactos com cidadãos que se encontravam no estrangeiro, a quem fazia encomendas, e “instruía” a namorada e os seus colaboradores para porem em prática a operação.

A mulher recebia a droga encomendada ou organizava deslocações para a ir buscar, procedia ao seu pagamento, efetuava contactos, transmitia as estratégias delineadas, distribuía os estupefacientes a colaboradores e recebia o dinheiro resultante das vendas, “seguindo à risca as instruções” do líder da organização.

Em algumas tarefas, como no transporte da mercadoria, era auxiliada pelos dois ‘braços direitos’ do cabecilha.

Além disso, comprava telemóveis, entregava-os na prisão ao namorado e efetuava carregamentos, para aquele contactar e aceder à Internet.

Os três que se encontravam em liberdade distribuíam a droga a outros colaboradores da organização, também arguidos neste processo.

Alguns dos colaboradores não só vendiam os estupefacientes aos consumidores, como também procediam ao seu corte e acondicionamento em quantidades mais pequenas para fazer render o produto.

A rede de tráfico, composta pelos 13 arguidos do processo, dez homens e três mulheres, atuou entre, pelo menos, 2017 e junho de 2018, e foi desmantelada pela GNR em julho do ano passado, recaindo sobre ela suspeitas de abastecer consumidores nos distritos de Lisboa e Setúbal.

Numa operação coordenada pelo Núcleo de Investigação Criminal de Alenquer e que mobilizou mais de uma centena de militares, foram realizadas 20 buscas nos concelhos do Cadaval, Lisboa (distrito de Lisboa), Montijo e numa cela do Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz, em Grândola, ambos no distrito de Setúbal.

Nas buscas a residências e viaturas dos arguidos, a GNR veio a encontrar e a apreender centenas de doses de cocaína, heroína e MDMA e mais de 11 mil de haxixe, que valeriam mais de 45 mil euros no mercado ilícito.

A GNR apreendeu ainda vários automóveis, armas brancas e de fogo, munições, telemóveis, 2.440 euros em dinheiro e diversos objetos usados para cortar em doses e embalar a droga.

Os 13 arguidos, todos entre os 20 e os 42 anos, estão acusados de um crime de tráfico de estupefacientes.

Sobre o cabecilha da rede, a namorada e os ‘braços direitos’ recai um crime de associação criminosa e o líder, por ser estrangeiro, arrisca pena de expulsão do país.

Dos 13, três, um dos quais o líder, podem também vir a ser condenados por reincidência nesses crimes.

Oito deles aguardam julgamento em prisão preventiva, dois em prisão domiciliária e três em liberdade, sujeitos a Termo de Identidade e Residência.

O julgamento vai realizar-se no Tribunal da Comarca de Lisboa Norte, em Loures, em data a agendar.

 

FYC // MCL

Lusa/Fim

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