21-04-2018 Economia, Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Câmara da Lourinhã fechou 2017 com 4,5 milhões de euros negativos

Lourinhã, Lisboa, 21 abr (Lusa)- A Câmara da Lourinhã terminou 2017 com um resultado líquido negativo de 4,5 milhões de euros, segundo o respetivo Relatório de Contas, que foi hoje aprovado pela Assembleia Municipal.

De acordo com o Relatório de Contas de 2017, a que a agência Lusa teve acesso, o Município encerrou 2017 com um resultado líquido negativo de 4,5 milhões de euros, superior ao de 2016 (3,9 milhões de euros negativos).

Na assembleia municipal, a vereadora das Finanças, Carla Custódio, explicou que a reestruturação do empréstimo de saneamento financeiro, no valor de 6,8 milhões de euros, “inflacionou as receitas e as despesas e influenciou os resultados do exercício”.

Para o resultado negativo, contribuiu também, entre outros fatores, o prejuízo de 1,1 milhões de euros que a câmara municipal suporta com o custo da água, cujo preço vai subir este ano, refletindo nos consumidores parte desses custos.

Apesar de a autarquia dever menos à banca, PSD, CDS-PP e CDU mostraram preocupação com os resultados, por comprometerem os investimentos nos próximos anos.

A câmara diminuiu em quatro milhões de euros o passivo entre 2015 e 2017. A dívida total do município era de 16,6 milhões de euros em 2015 e baixou para 12,6 milhões de euros no final de 2017.

A redução aconteceu não só com as dívidas de médio e logo prazo (14,9 para 11,5 milhões de euros), como também as de curto prazo (de 1,7 para 1,1 milhões de euros).

A execução anual das Grandes Opções do Plano foi de 82,6%.

A execução orçamental da receita cifrou-se nos 95,3%, uma vez que, dos 29,9 milhões de euros previstos após alterações ao orçamento, foram cobrados 28,2 milhões de euros.

Grande parte da receita provém dos impostos diretos, com 6,1 milhões de euros arrecadados em 2016 e 6,6 milhões em 2017.

Em 2017, o aumento da receita foi graças ao Imposto Municipal sobre Transações, que passou de um milhão para 1,4 milhões de euros, mantendo-se inalterada a receita do Imposto Municipal sobre Imóveis (4,2 milhões de euros), do Imposto Único de Circulação (600 mil euros) e da derrama (245 mil euros).

A execução orçamental da despesa foi de 92,6%. Dos 29,1 milhões de euros orçamentados, foram pagos 26,9 milhões de euros.

As despesas com pessoal, com um peso de 24% do total da despesa, são as mais relevantes e aumentaram de 6 para 6,5 milhões entre 2016 e 2017, devido ao recrutamento de trabalhadores, ao aumento do salário mínimo e ao descongelamento de salários, explicou a autarca.

Apesar das despesas correntes fixas, o município investiu 2,3 milhões de euros, acima de 2015 (8,8 milhões de euros) e de 2016 (5,1 milhões de euros).

O Relatório de Contas foi aprovado pela maioria socialista, com as abstenções de PSD, CDS-PP e CDU.

O Relatório de Contas de 2017 resultou de um orçamento inicial de cerca de 20,5 milhões de euros para servir uma população de cerca de 23 mil habitantes.

 

FYC // ARA

Lusa/Fim

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