22-01-2019 Cultura, Sociedade, Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Retrospetiva de Carlos Bunga é "uma viagem no tempo" sobre as formas de olhar

Lisboa, 22 jan (Lusa) - O artista Carlos Bunga considerou hoje que a retrospetiva sobre a sua obra patente no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, em Lisboa, "é uma viagem no tempo, que mostra como muda muito o modo como olhamos as coisas".

Primeira grande retrospetiva do artista plástico, a exposição, que cobre cerca de 20 anos de trabalho, intitula-se "The Architecture of Life. Environments, Paintings and Films", e inclui obras especialmente concebidas para o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT).

A exposição é inaugurada hoje, às 19:00, no edifício da Central Tejo, e abre ao público na quarta-feira, a par de duas outras exposições: "Hello, Robot. Design Between Human and Machine", sobre robótica, e "Anátema", da artista Ana Santos.

"A minha obra sempre teve esta característica de convidar o público a envolver-se, usando os sentidos e as emoções", descreveu Carlos Bunga, durante uma visita guiada para jornalistas.

O papelão é o material de eleição de Carlos Bunga, leve, barato, frágil e modelável, que dá a possibilidade de criar grandes estruturas, apontou a curadora da exposição, Iwona Blazwick, que tem vindo a seguir a obra do artista desde há alguns anos.

"The Architecture of Life. Environments, Paintings and Films", com escultura e pintura, que ficará até 20 de maio, no museu, sugere a arquitetura “como corpo e espaço mental”.

A exposição começa com uma pequena maqueta de habitação social onde o artista cresceu, iniciando uma viagem desde a miniatura ao monumental, que passa ainda pela performance, uma ação em que as suas obras são habitualmente construídas e logo destruídas.

Carlos Bunga, nascido no Porto, em 1976, desenvolve uma obra criada habitualmente através de intervenções em lugares escolhidos previamente, nos quais modifica as construções com papelão, tinta e fita adesiva.

A mostra "dá uma visão de uma obra em que a arquitetura surge como um espaço mental e uma experiência de vida", salientou Iwona Blazwick.

"A casa é um lugar muito simbólico na obra de Carlos Bunga porque é um espaço que é palco de relações pessoais, influências, aculturação, e tanto pode ser um lugar de segurança como uma prisão", acrescentou.

O artista revelou que, no seu processo de trabalho, não usa habitualmente esquemas de planeamento: "Depois de terminadas [as obras] é que faço uma reflexão sobre o que existiu e o que senti".

Carlos Bunga formou-se na Escola Superior de Artes e Design (ESAD), nas Caldas da Rainha, estudou em Nova Iorque e venceu o prémio EDP Novos Artistas em 2003.

O museu apresenta ainda "Hello, Robot. Design Between Human and Machine", uma parceria com o Vitra Design Museum (até 22 de abril), e "Anátema", da artista Ana Santos, ambas até 20 de maio.

Em "Anátema", é apresentado um conjunto de obras inéditas de Ana Santos, distinguida em 2013 com o Prémio EDP Novos Artistas.

A exposição, com curadoria de Ana Anacleto, enquadra-se no campo expandido da escultura – ou, mais concretamente, da produção de objetos – baseada numa prática que assenta “na procura de um muito particular estado de atenção”.

Ana Santos cria peças em resultado de um processo de reflexão sobre as características formais, funcionais, morfológicas ou cromáticas de determinados materiais ou objetos.

 

AG // MAG

Lusa/Fim

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