04-02-2019 Economia, Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Trabalhadores da Rodoviária do Tejo, Oeste e Lis admitem novas paralisações

Torres Novas, Santarém, 04 fev (Lusa) – Os trabalhadores da Rodoviária do Tejo, Lis e Oeste admitem parar durante duas semanas entre as 00:00 e as 09:00, caso a greve de dois dias hoje iniciada não leve a empresa a subir a proposta de atualização salarial.

Manuel Castelão, delegado do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), disse à agência Lusa que a paralisação de dois dias iniciada hoje conta com uma adesão de 80%, ligeiramente abaixo da realizada há um mês, estando encerrados os centros de Abrantes, Ourém, Cartaxo, Bombarral e Leiria.

Segundo o sindicalista, nos plenários realizados no fim de semana nos vários centros da empresa, nos distritos de Santarém e de Leiria, após a ausência de acordo com a administração da empresa na reunião realizada na passada quinta-feira, foi decidido que, não havendo uma nova proposta, os trabalhadores vão avançar, “a seguir ao Carnaval”, com nova paralisação de duas semanas entre as 00:00 e as 09:00.

“Houve a indicação expressa de que se a empresa continuar com o braço de ferro, esta paralisação poderá continuar por tempo indeterminado”, disse.

Manuel Castelão afirmou que o STRUP está hoje a entregar em todas as câmaras municipais dos concelhos serviços pela Rodoviária do Tejo, Lis e Oeste uma resolução aprovada nos plenários, pedindo aos municípios para que se assumam como mediadores.

O sindicalista afirmou que o facto de, na semana passada, mais duas empresas do setor terem aumentado o salário base dos motoristas para os 690 euros, acima dos 685 reivindicados pelo sindicato contra os 650 da última proposta da empresa, tornou “ainda mais urgente a luta destes trabalhadores”.

Segundo Manuel Castelão, também o facto de a empresa ter afirmado, na sexta-feira, que, “atualmente, em média (14 meses), estes motoristas auferem já uma remuneração bruta mensal superior a 1.380 euros”, gerou um sentimento de “grande revolta”, com muitos motoristas a exibirem recibos de “700, 800 euros já com horas extraordinárias”.

Em comunicado emitido na sexta-feira, a administração da Rodoviária do Tejo, Oeste e Lis afirmou que não foi possível um acordo com o STRUP porque o aumento reivindicado, superior a 10%, “levaria a um acréscimo de custos incomportável para a empresa”.

Segundo a empresa, a proposta apresentada, na quinta-feira, de um aumento de 4,63%, representa “um esforço máximo de valorização do salário base” dos motoristas, “na tentativa de corresponder às expectativas dos trabalhadores”.

MLL // MLM

Lusa/Fim

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