07-02-2019 Lusa, Caldas da Rainha Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

PS defende cooperação das autarquias na valorização da lagoa de Óbidos

Caldas da Rainha, Leiria, 07 fev (Lusa) - O PS das Caldas da Rainha regozijou-se hoje pelo lançamento da 2.ª fase das dragagens da lagoa de Óbidos e defendeu políticas conjuntas dos municípios de Óbidos e das Caldas da Rainha na valorização das margens.

A 2.ª fase das dragagens da lagoa de Óbidos “é o primeiro passo de uma obra alargada de requalificação do ecossistema lagunar”, considerou hoje o PS das Caldas da Rainha, regozijando-se pelo lançamento do concurso efetuado na terça-feira pelo ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes.

A intervenção, orçada em 16 milhões de euros, prevê a dragagem de 875 mil metros cúbicos de areia da lagoa para “aumentar significativamente o seu volume de água, assegurando ao mesmo tempo a fluidez hidrodinâmica da ligação permanente ao mar e salvaguardando a sua biodiversidade”, refere num comunicado emitido hoje.

As areias dragadas “serão tratadas, conduzidas por condutas flutuantes e depositadas no mar, na expectativa de reforçar mais tarde o cordão litoral das praias entre a Foz do Arelho e Peniche”, sublinha o PS no documento, frisando “a necessidade de conceção e implementação de políticas intermunicipais conjuntas” dos municípios das Caldas da Rainha e Óbidos, “tendo como objetivo a valorização territorial, económica e social das duas margens da lagoa”.

Os socialistas salientaram ainda a vontade expressa pelo ministro do Ambiente “de assegurar a continuidade dos canais de comunicação [através de dragagens a efetuar pelas câmaras] e das reuniões regulares de trabalho da Comissão de Acompanhamento da lagoa de Óbidos”, consideradas essenciais “para assegurar uma monitorização constante do estado de fluidez hidrodinâmica da lagoa, não só durante o decorrer das obras, como também depois de estas terem terminado”.

A lagoa de Óbidos é o sistema lagunar costeiro mais extenso da costa portuguesa, com uma área de 6,9 quilómetros quadrados que fazem fronteira terrestre com o concelho das Caldas da Rainha a Norte (freguesias da Foz do Arelho e Nadadouro) e com o concelho de Óbidos a Sul (freguesias de Vau e Santa Maria).

A lagoa é recorrentemente afetada pelo assoreamento que fecha o canal de ligação ao mar e põe em risco a sobrevivência dos bivalves e a subsistência de cerca de uma centena de pescadores e mariscadores.

 

DYA // MCL

Lusa/Fim

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