26-04-2018 Política, Lusa, Óbidos Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Câmara de Óbidos reduziu dívida em 1,5 milhões de euros

Óbidos, Leiria, 26 abr (Lusa) - A Câmara de Óbidos terminou o ano de 2017 com um resultado líquido negativo de 888.651,54 euros, mas, segundo o presidente, a autarquia reduziu a divida total em 1,5 milhões de euros.

“Este município mostrou como é possível ter rigor nas contas públicas, ter determinação, respeitar os contribuintes e, ainda assim, ter obras para o conforto das pessoas”, afirmou hoje o presidente da Câmara de Óbidos, Humberto Marques, numa Assembleia Municipal em que foi apresentado o relatório de gestão de 2017.

A câmara fechou o último ano com um resultado liquido negativo de 888.651,54 euros, mas com “uma redução em quase 18 por cento da dívida total”, sublinhou o presidente do município, cuja divida desceu 1,5 milhões de euros.

A dívida que em 2016 ascendia a 8.622.407 euros passou, em 2017 passou a cifrar-se em 7.110,259 euros, de acordo com o relatório a que a agência Lusa teve acesso.

Segundo as contas apresentadas aos deputados municipais, a câmara arrecadou em 2017 uma receita total de 14.512.431,02 euros, dos quais 12.801.306,25 euros correspondem a receitas correntes e 1.028.498,31 euros a receitas de capital.

Quanto à despesa, totalizou 13.904.450,93 euros, decompostos por 11.007.367,20 euros de despesas correntes e 2.897.083,73 de despesas de investimento.

Os impostos diretos e a venda de bens e serviços foram responsáveis pela maior fatia da receita (60%), pode ler-se no relatório.

A administração da autarquia, que inclui a educação, a área social, o desporto, o gabinete técnico, a gestão de transportes públicos e máquinas do município e os custos com pessoal, entre outras rubricas, afetou a maior fatia da despesa, com 55,08% do orçamento.

A segunda maior verba foi para o planeamento, gestão urbanística e obras públicas, com 35,73% do orçamento, refere o mesmo documento.

O relatório de gestão da autarquia foi aprovado com os votos favoráveis da maioria social-democrata, a abstenção do PS e os votos contra do Bloco de Esquerda (BE) e da CDU.

João Paulo Cardoso (BE) argumentou que o resultado líquido apresentado “não corresponde à realidade”, defendendo que ao mesmo deverá ser acrescentada uma dívida de 1,7 milhões de euros à empresa Águas do Oeste (antecessora da Águas de Lisboa e Vale do Tejo), fazendo ascender “a divida total a 2,5 milhões de euros”.

A mesma dívida, atualmente alvo de um processo judicial, foi também apontada pela bancada do PS como um fator que, “se tivesse sido contabilizado, mostraria resultados menos positivos” para o município.

Silvia Correia, da CDU, justificou o voto contra com a discordância em relação às opções da autarquia no que respeita à aplicação da receita e às obras executadas.

 

DYA // ARA

Lusa/Fim

Fonte: VIP - Oeste Global - Jornal Oeste Online / Lusa - © Direitos Reservados (conteúdo exclusivo protegido por contrato)
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