18-04-2018 Economia, Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Portugal prevê novo cruzeiro científico para verificar ‘stock’ da sardinha 5.ª feira

Lisboa, 18 abr (Lusa) – O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) disse à Lusa que deverá realizar esta quinta-feira um novo cruzeiro científico para avaliar a evolução do ‘stock’ da sardinha e de outras espécies como a cavala e o biqueirão.

“A campanha Pelago2018, [cujo início está previsto para esta quinta-feira], é realizada anualmente na primavera com o objetivo de ter estimativas da abundância, distribuição geográfica e biologia da sardinha e de outras espécies pelágicas como o biqueirão, a cavala, o carapau, entre outros, através do método da eco-integração”, adiantou a direção do IPMA em resposta à Lusa.

Durante a campanha, serão também recolhidas amostras para a caracterização física e biológica da plataforma ambiental, bem como ovos e larvas de peixe, com recurso ao sistema ‘Continuous Underway Fish Egg Sampler’, através do qual serão também averiguados dados de temperatura, salinidade e florescência a três metros de profundidade.

“O percurso de rastreio acústico, assim como as fiadas de estações de oceanografia, são predefinidos e repetem-se em cada ano. A área coberta nas campanhas é dividida em quatro zonas, para efeitos de comparação da série histórica de estimativas de abundância das espécies, [sendo elas], Ocidental Norte (Caminha a Nazaré), Ocidental Sul (Nazaré ao Cabo de São Vicente), Algarve e Golfo de Cádis”, explicou o IPMA.

Conforme indica a direção do Instituto, a campanha acústica tem a duração de um mês e é realizada com o navio de investigação ‘Noruega’.

“Os resultados [da campanha] integram o modelo de avaliação de ‘stocks’ da sardinha ibérica e do biqueirão, tal como a campanha espanhola Pelacus, e servem como base ao aconselhamento científico e à gestão destes recursos pesqueiros”, concluiu o IPMA.

A campanha Pelago insere-se no Programa Nacional de Amostragem Biológica (PNAB) e é cofinanciada por fundos europeus e nacionais, como o Mar2020. A metodologia destas campanhas é coordenada, internacionalmente, no grupo de trabalho do Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES) – WGACEGG.

Este é o segundo cruzeiro científico que Portugal vai realizar em 2018, sendo que o primeiro, realizado, no inverno, revelou um aumento substancial da biomassa e uma redução dos juvenis.

Em 21 de março, a ministra do Mar, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia da atribuição da Bandeira Azul à escola secundária de Santa Maria Maior, disse que, independentemente, dos resultados do segundo cruzeiro, o cenário já está definido no acordo entre Portugal, Espanha e a Comissão Europeia.

"Há um primeiro período de captura até final de junho em que estão fixadas um pouco mais de sete mil toneladas para capturar, pelos pescadores portugueses e espanhóis. Depois, nessa altura, já na posse dos resultados destes cruzeiros científicos, dos dois, e da sua análise poderemos ver o que fazer a seguir e fixar a quota para o próximo ano", disse Ana Paula Vitorino, na altura.

Já no início de abril, a Associação das Organizações de Produtores da Pesca (ANOP) do Cerco, revelou que a Comissão Europeia aprovou o plano de pesca da sardinha para os próximos cinco anos, fixando para 2018 o limite de capturas em 14.600 toneladas, a dividir entre Portugal e Espanha.

Segundo a ANOP, o plano atribui a Portugal 9.709 toneladas (66,7%) e a Espanha 4.891 toneladas (33,5%) e define que 50% do total de capturas sejam concretizadas até ao final de julho, deixando as restantes 7.300 toneladas para os meses seguintes.

A pesca da sardinha está proibida desde outubro de 2017 e vigora até ao final deste mês de abril, período durante o qual o Ministério do Mar paga aos pescadores para não trabalharem.

 

PE (ABYC/FYC) // MSF

Lusa/Fim

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