07-05-2018 Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

"Os Verdes" querem alterar projeto de modernização da Linha do Oeste

Redação, 07 maio (Lusa)- "Os Verdes" entregaram no parlamento um projeto de resolução que recomenda ao Governo que reformule o projeto de modernização da Linha ferroviária do Oeste para garantir tempos de percurso mais atrativos para os utentes, foi hoje divulgado.

Subscrito pelos deputados Heloísa Apolónia e José Luís Ferreira, o projeto do Partido Ecologista “Os Verdes” recorda que, de acordo com o Estudo de Impacto Ambiental, as obras previstas vão alterar em cerca de 40 minutos os tempos dos percursos atuais, “o que se torna insuficiente face à resposta que é necessário dar aos passageiros e tendo em conta o volume de investimento a realizar”.

Se não for alterado, o projeto “não torna o comboio numa verdadeira alternativa de transporte público na região, que deveria constituir o principal objetivo deste investimento”, alertaram.

Apesar de a linha ferroviária centenária ter tido obras na década de 90 do século passado e em 2004, “Os Verdes” sublinharam que os “problemas, desde então, se têm agravado e adquirido uma natureza praticamente constante”, face à existência de “automotoras velhas, que há muito ultrapassaram o seu prazo de vida útil e que apresentam avarias regulares”.

A dificuldade de renovar e adquirir material circulante e a falta de trabalhadores, que obriga a encerrar estações, deixando os utentes sem informações de horários ou de supressão de comboios, têm vindo a agravar os problemas.

Em outubro de 2017, o parlamento aprovou uma resolução que recomenda ao Governo que proceda com urgência à requalificação integral da Linha do Oeste.

O concurso público para as obras não foi ainda lançado, uma vez que esteve em consulta pública, até 27 de março, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) ao projeto de modernização de 87,5 dos 200 quilómetros da via, entre as estações de Mira Sintra-Meleças (Sintra) e de Caldas da Rainha.

De acordo com o EIA, as obras de modernização vão aumentar a velocidade máxima de circulação para os 140 quilómetros/hora, reduzindo em cerca de 40 minutos os percursos atuais e permitindo que a viagem entre Torres Vedras e Lisboa e entre Caldas da Rainha e Lisboa se faça, respetivamente, em 50 e 90 minutos.

O projeto, orçado em 107 milhões de euros, engloba a eletrificação e duplicação da via, a retificação de curvas, a criação de variantes ao traçado atual, a supressão de todas as passagens de nível e a sua substituição por passagens superiores ou inferiores à linha férrea, e s instalação de sinalização nas estações e apeadeiros em 18 meses na passagem pelos concelhos de Sintra, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras, Cadaval, Bombarral, Óbidos e Caldas da Rainha.

 

FYC // ROC

 

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