20-07-2018 Cultura, Sociedade, Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Orquestra Sinfónica Portuguesa estreia obras de Luís Tinoco e Ana Seara na nova temporada

Lisboa, 20 jul (Lusa) – Os 25 anos da Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) serão assinalados na próxima temporada do Teatro São Carlos, com a estreia de obras dos compositores Luís Tinoco e Ana Seara, e a estreia moderna do "Te Deum", de Giuseppe Totti.

As programações das temporadas sinfónica e de câmara do Teatro Nacional de S. Carlos (TNSC), hoje divulgadas, têm início a 22 de setembro, com um “concerto de homenagem a Aristides de Sousa Mendes”, em que será interpretada a oratória não-religiosa “A Child of our Time”, do compositor britânico Michael Tippett, falecido em 1998.

A maestrina titular da OSP, Joana Carneiro, dirige o "concerto de homenagem a Aristides de Sousa Mendes", o diplomata português que, em 1940, contrariando ordens da ditadura de Oliveira Salazar, autorizou a emissão de vistos de entrada em Portugal, salvando milhares de pessoas da perseguição do regime nazi de Adolf Hitler.

Além da OSP, participam, como solistas, a soprano Francesca Chiejina, a meio-soprano Cátia Moreso, o tenor David Butt Philip e o barítono Luís Rodrigues, assim como o Coro do TNSC, a celebrar 75 anos de existência.

No dia 25 de novembro, no Centro Cultural de Belém (CCB), é estreada uma nova composição de Luís Tinoco, encomendada pela OSP para a celebração do seu 25.º aniversário.

O concerto tem direção de Joana Carneiro e o programa inclui o Concerto para Violoncelo, de William Walton, e o poema sinfónico “Assim falou Zaratustra”, de Richard Strauss, sendo solista o violoncelista Johannes Moser.

Outra peça encomendada pela OSP, desta vez a Ana Seara, estreia-se no dia 02 de fevereiro de 2019, no TNSC, também sob a direção de Joana Carneiro, num concerto em que será ainda interpretado “L’Infinito (de Quatro Canções Italianas)”, de Pedro Teixeira da Silva, e a "Sinfonia Fantástica", de Hector Berlioz.

Também em fevereiro, no dia 15, na Igreja de N.S. do Loreto, em Lisboa, é apresentado, em estreia moderna o "Te Deum", de Giuseppe Totti, sob a direção musical de Marcos Magalhães, com o Coro do TNSC.

Este Te Deum, do italiano Totti, que residiu em Portugal no final do século XVIII, é apresentado no âmbito dos 500 anos da edificação daquela igreja no Chiado, em Lisboa.

O TNSC destaca o regresso dos maestros Antonio Pirolli e Frédéric Chaslin, para dirigirem duas obras para coro e orquestra, respetivamente, "Stabat Mater", de Antonín Dvorák, nos dias 12 e 13 de outubro, no TNSC, e “A Infância de Cristo”, de Berlioz, no concerto de Natal, no dia 16 de dezembro, no CCB.

Este concerto dirigido por Chaslin conta com o Coro do TNSC e com os solistas Cátia Moreso, Marco Alves dos Santos, André Baleiro, e Jean-Philippe Lafont.

A OSP, sob a direção musical de Jonathan Heywood, protagoniza o Concerto de Ano Novo, no dia 05 de janeiro, no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada.

Além de Almada, a OSP tem previsto um concerto nas Caldas da Rainha, no dia 09 de fevereiro, com um programa constituído por obras de Giovanni Gabrielli (“Canzoni Sptimi e Octavi Toni” e "Sonata Pian’e Forte”), Sofia Gubaidulina ("Fachwerk”), e Igor Stravinski (“A Sagração da Primavera”), programa que se repete no dia seguinte, no CCB.

A OSP prevê participar nos Dias da Música, a 27 e 28 de abril, no CCB, onde vai regressar, no dia 19 de maio, com um programa dirigido pelo maestro Emil Tabakov, constituído pelo Concerto para Violino em Ré Maior, de Tchaikovski, e a Sinfonia n.º 10 em mi menor, de Shostakovitch, sendo solista a violinista Esther Yoo.

A OSP assinala também a dupla efeméride dos 150 anos do nascimento de Vianna da Motta, e os 70 anos da sua morte, apresentando, de autoria do compositor, “Cenas na Montanha”, no dia 22 de fevereiro, no TNSC. O programa deste concerto inclui "Metamorfoses”, de Richard Strauss, e a Sinfonia n.º 3, “Heroica”, de Beethoven.

Sobre a temporada de música de câmara, o TNSC afirma que “contempla ciclos de concertos de entrada livre, no ‘foyer’” deste teatro, com músicos da OSP e agrupamentos convidados, e adianta que vão regressar os concertos de câmara ao salão nobre, “oportunidade para ouvir grandes virtuosos como Mark Simpson e Bruno Borralhinho, num registo intimista”.

O TNSC alertou para o possível anúncio de novas datas e concertos sinfónicos, durante a temporada.

 

NL // MAG

Lusa/Fim

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