27-06-2018 Economia, Política, Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Câmara de Gondomar quer reunir-se com CGD para evitar fecho de duas agências

Gondomar, Porto, 27 jun (Lusa) - A Câmara de Gondomar quer reunir-se com a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) após ter tido conhecimento do encerramento, até ao final de junho, das agências de São Cosme e Fânzeres, naquele concelho.

Segundo fonte daquela câmara do distrito do Porto, a autarquia "vai enviar uma carta à administração [da CGD] lamentando a decisão mas, ao mesmo tempo, pedindo uma reunião para debater o encerramento".

Considerando que a CGD, por ser pública, “não pode agir como um banco privado", a autarquia gondomarense pretende evitar o encerramento anunciado o final deste mês.

Esta posição "acompanha a que foi assumida por unanimidade na última reunião privada da câmara, a 20 de junho, contra o encerramento das duas agências", acrescentou a fonte.

O assunto mereceu também a atenção dos deputados comunistas eleitos pelo círculo do Porto, Jorge Machado, Ângela Moreira e Diana Ferreira, que, em carta dirigida no dia 21 de junho ao presidente da Assembleia da República, chamaram a atenção para o facto.

Argumentaram com a "situação insustentável" para Gondomar, um concelho com milhares de habitantes, "servidos por poucos transportes públicos e com baixos rendimentos", que ficam com o serviço da CGD reduzido a três agências.

A CGD vai fechar cerca de 70 agências este ano, a maioria já este mês e nas áreas urbanas de Lisboa e Porto, indicou, na semana passada, o banco público, sem precisar quantas são exatamente as agências que fecharão até final de junho nem onde se situam, dizendo apenas que muitos desses balcões estão em áreas urbanas.

Segundo informações recolhidas pela Lusa nas últimas semanas, entre as agências da CGD que irão fechar estão São Vicente da Beira (Castelo Branco), Darque (Viana do Castelo), Grijó e Arcozelo (Gaia), Pedras Salgadas (Vila Pouca de Aguiar), Prior Velho (Loures), Alhandra (Vila Franca de Xira), Abraveses e Rua Formosa (Viseu), Louriçal (Pombal), Avanca (Estarreja), Desterro (Lamego), Carregado (Alenquer), Colos (Odemira) e Alves Roçadas (Vila Real), Nogueira do Cravo (Oliveira de Azeméis), Perafita (Matosinhos), São Cosme e Fânzeres (Gondomar) e Coimbra.

A redução da operação da CGD, incluindo o fecho de 180 balcões em Portugal até 2020, foi acordada entre o Estado português e a Comissão Europeia como contrapartida pela recapitalização do banco público feita em 2017.

 

JYFO // JGJ

Lusa/Fim

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