28-06-2018 Lusa, Lourinhã Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Aumentos de 20% na fatura da água na Lourinhã em vigor em 01 de julho

Lourinhã, Lisboa, 28 jun (Lusa)- Os aumentos médios de 20% na fatura da água na Lourinhã entram em vigor no domingo, segundo um aviso publicado hoje em Diário da República, depois de terem sido aprovados em fevereiro pela câmara municipal.

As novas tarifas da água e saneamento entram em vigor em 01 de julho depois de apreciadas em abril pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) e de terem voltado à câmara municipal em 30 de maio, após consulta pública.

Os aumentos na fatura são de 15% e 23% no primeiro e segundo escalões, nos quais se situam 92% dos consumidores do concelho, no distrito de Lisboa.

Um consumidor de cinco metros cúbicos de água deixa de pagar uma fatura de 15,33 euros e passa a pagar 18,90 euros, enquanto um consumidor de 10 metros cúbicos passa de 25,37 para 29,39 euros, informou por escrito à agência Lusa o município.

A ERSAR obriga os municípios a refletir os custos da exploração da água, saneamento e resíduos sólidos urbanos na fatura cobrada aos cidadãos com residência no concelho.

"Desde 2014 que o município não aplica qualquer aumento na fatura da água e saneamento, indo também contra as recomendações da ERSAR", justificou.

Além disso, existe uma despesa anual de cerca de 4,5 milhões de euros, quando a receita anual é de 3,3 milhões de euros.

Há também a necessidade de "terminar as obras de saneamento nos próximos quatro anos", com um investimento estimado de 1,9 milhões de euros, e de adquirir "pelo menos duas viaturas de recolha do lixo, uma vez que as atuais estão obsoletas", explicou em fevereiro o presidente da câmara, João Duarte Carvalho.

As tarifas aumentam 15,17% na água, 27,7% no saneamento e 33,33% nos resíduos sólidos urbanos, no primeiro escalão, e 7,64% na água, 22,22% no saneamento e 33,33% no segundo escalão.

O município mantém as tarifas sociais, para cidadãos carenciados e para famílias numerosas, com descontos na fatura.

Face à situação económico-financeira do país e para não prejudicar o consumidor com um único aumento em 2018, a autarquia optou por aumentos graduais nos próximos cinco anos, dando cumprimento às recomendações da ERSAR.

Com a atualização das tarifas, o município passa a subsidiar a água em 12%, em vez de 20%, o saneamento em 7%, em vez dos 31%, e os resíduos sólidos urbanos em 6%, em vez dos 27%.

A autarquia explicou que "optou por não mexer nas tarifas variáveis e por aumentar apenas as tarifas fixas", por haver custos fixos mesmo quando as pessoas não abrem as torneiras.

Dos 15 mil clientes do concelho, três mil não consomem água e quatro mil estão englobados no primeiro escalão, representando as segundas habitações onde os consumos são sazonais.

Com a atualização dos tarifários prevista para este ano, "os aumentos ainda não dão para compensar os prejuízos", que ainda assim baixam de 1,2 para 0,5 milhões de euros.

 

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Lusa/Fim

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