17-07-2019 Imprimir PDF     Print    Print

Escaparate

A política nas redes sociais

De vez em quando surge uma nova página numa rede social, cujo intuito é o de alertar a população para os erros da autarquia em relação às freguesias caldenses.

Há algumas semanas, apareceu mais uma com esse propósito. E já são muitos os arreliados manifestantes, que escrevem uma série de reclamações contra a atuação das Juntas de Freguesia e da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, nos mais diversos setores.
Não deixa de ser curiosa a leitura dos comentários e das amofinações, porém, infelizmente, não passam de resmungos de internet, do tipo “vozes que não chegam ao céu”.
Existe apenas um momento em que esses queixosos poderiam, realmente, mudar toda a história do nosso concelho, mas, nesse instante importante, o que acabam por fazer é o mais covarde dos atos: Ficam em casa no dia da eleição, aumentando o já enorme número da abstenção, ou… vão às urnas, mas, oferecem o seu voto ao partido que está na Câmara, o que prova, afinal, que a atuação desse partido não os incomoda tanto assim. Portanto: Porquê “gritam” tanto nas redes sociais? Será falta do que fazer?
São inúmeras as páginas que grassam pelo mundo virtual e que têm Caldas da Rainha como foco principal. Algumas são administradas por pessoas sérias, que tentam reavivar a memória coletiva caldense, outras existem apenas para o ataque, disparando todas as barbaridades possíveis contra pessoas e instituições. É triste saber que a vida de alguns caldenses resume-se a navegar pela Internet, destilando o veneno da inveja e da irracionalidade.
Os bons cidadãos devem, com certeza, continuar a usar as redes sociais, com o fito de transmitir a sua indignação política e social, claro, mas, também devem exercer o direito do voto. É imperioso acreditar que só podem ter, de facto, um concelho melhor, quando a alternância política começar a ser usual.
Sim, a internet e as redes sociais aí estão, e vão permanecer. Torna-se muito complicado para a humanidade imaginar o nosso planeta sem a aptidão que a rede mundial de computadores faculta. Porém, o grande problema das redes sociais está centrado no simplismo intelectual. Em muitas páginas caldenses é evidente que o que ali existe é apenas embasado em estupidez e não em amor por Caldas da Rainha. Todos os assuntos de relevância são discutidos de modo tendencioso e, sempre, com o interesse e a conivência de quem administra a página, pois, o que essa pessoa deseja é, unicamente, um séquito de seguidores, para poder propalar a sua “sabedoria” cada vez mais longe.
Infelizmente, esse tipo de pessoa desconhece que quem lhes pode dar um impulso é apenas o poder do algoritmo. O que significa que podemos ter 5000 amigos, mas, chegar a menos de 5% destes, em cada postagem.
É importante que exista mais uma página que exponha os problemas atuais das Caldas da Rainha? Sim, é. As redes sociais podem ajudar a democracia, porém, é necessário exercitar, também, esse poder.
As próximas eleições autárquicas estão a razoável distância (2021). Se os protestos da população não são acolhidos pelo poder autárquico, o que devem fazer para não ter a rua onde moram cheia de buracos, o mato a crescer pelas paredes externas da sua casa, os passeios intransitáveis, e um plano cultural vazio, etc.? Simples: Queixem-se fundamentada e ponderadamente, e votem acirradamente na oposição!

Rui Calisto


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