24-07-2019 Francisco Gomes Imprimir PDF     Print    Print

Defesa da localização do futuro hospital do Oeste nas Caldas criticada por deputado do PCP

O presidente da Câmara das Caldas da Rainha foi criticado pelo deputado do PCP na Assembleia Municipal, Vítor Fernandes, por ter afirmado num debate sobre as razões técnicas para um novo Hospital no Oeste que a localização devia ser nas Caldas da Rainha, o que no entender do comunista pode prejudicar o consenso nesta matéria quando nesta altura se prepara uma posição conjunta dos autarcas em defesa da construção da unidade de saúde. Tinta Ferreira respondeu: “Se há alguém das Caldas que ache que deve ser noutro sítio que o diga. Quero ver quem tem coragem de o dizer”.

Reunião da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha no passado dia 16
Foi na última reunião da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha que estalou o verniz, quando se dava conta das reuniões que as assembleias municipais de Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche têm vindo a realizar para preparar uma posição consensual relativamente ao futuro hospital do Oeste, a par da comissão da saúde criada na Comunidade Intermunicipal do Oeste
“Estão representados todos os partidos e movimentos eleitos. A localização é uma questão técnica que ainda não foi definida, passando depois por uma decisão política”, descreveu Manuel Nunes, do PS, que tem acompanhado as reuniões.
Vítor Fernandes congratulou-se com o trabalho que está a ser feito. Contudo, o comunista confessou que “não gostei da intervenção do presidente da Câmara no debate sobre o hospital, porque não ajuda os objetivos de querermos o hospital”. “Todos queremos que o hospital fique nas Caldas mas se calhar não é oportuno dizê-lo”, comentou, considerando até que em anos anteriores terão sido as divergências dos autarcas do Oeste quanto à localização que foram um obstáculo à construção do hospital.
“Se calhar foi por causa disso que não o temos. Vamos criar uma guerra”, sustentou.
O presidente da Câmara retorquiu: “Não devemos fingir que não defendemos uma coisa quando a defendemos”.
“A propósito da localização fiquei satisfeito porque se aos outros presidentes de Câmara lhes é indiferente onde fica a localização do hospital e se eu disse que o hospital devia ficar nas Caldas, suponho então que toda a gente está de acordo ou não se oponha que fique nas Caldas”, declarou Tinta Ferreira.
“No executivo municipal há uma unanimidade relativamente ao local. Se há alguém das Caldas que ache que deve ser noutro sítio que o diga. Quero ver quem tem coragem de o dizer”, reagiu o edil.
Tinta Ferreira argumentou que “Caldas tem o maior núcleo urbano do Oeste, é a cidade com maior número de pessoas, temos tradição na saúde, está na nossa origem, e na mobilidade para a área de comércio e serviços é para as Caldas que as pessoas vêm”.
“Se defendo os interesses das Caldas, logo digo que fique nas Caldas. Não significa que enquanto presidente da Câmara não esteja a dar o contributo no sentido da defesa da criação de condições para a construção do hospital”, alegou.

98 consultas termais este mês

O interlocutor da Câmara com o Hospital Termal, João Frade, descreveu que os tratamentos começaram no dia 10 de julho, e até ao passado dia 16 foram realizadas 59 consultas, de um total de 98 previstas até ao final deste mês.
“Há 220 utentes inscritos e 826 tratamentos de irrigação, nebulização, aerossol sónico e pulverização. Das 59 consultas, 15 são comparticipadas pelo Serviço Nacional de Saúde”, relatou.

Autarquia com boa situação financeira

Tinta Ferreira regozijou-se com a situação financeira da autarquia, apontando ser “o melhor ano desde que me recordo de ser presidente da Câmara”.
O autarca indicou que a verba líquida da receita em junho é de 16,7 milhões de euros quando em período homólogo em 2018 foi de 15,4 milhões e em 2017 de 16,2 milhões. No que respeita a dívida a fornecedores é de 1,1 milhão de euros e os empréstimos bancários totalizam 3 milhões, mas o saldo de tesouraria é de 8 milhões.
Vítor Fernandes comentou que “era preferível ter investimento maior e menos dinheiro, porque há muitos problemas no concelho por resolver”.

Leds iluminam menos

Arnaldo Sarroeira, do Bloco de Esquerda, afirmou que a alteração que está a ser feita na iluminação pública, de substituição das lâmpadas normais por leds “está a trazer-nos problemas”. “As estruturas em que os leds são colocados – postes ou suportes - são os mesmos. As estruturas de proteção e difusão da luz são novas e a concentração da luz é numa área mais restrita. Nos espaços intermédios entre dois postes passa a haver zonas de sombreamento e até de escuridão, o que causa problemas de segurança e há muita gente já a queixar-se”, declarou.
Tinta Ferreira disse que “a maioria das pessoas mostram satisfação”, admitindo haver “algumas situações que vamos corrigindo com mais postes”. Adiantou que será transmitida esta situação à Comunidade Intermunicipal do Oeste, responsável pela instalação.
“Mais de 50% do concelho já terá iluminação led, o que traz poupança energética e sustentabilidade para o planeta”, defendeu.
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