23-07-2021 PA Imprimir PDF     Print    Print

Direção cessante do CEERIA defende-se de acusações

A antiga direção do CEERIA que tem estado no centro de várias acusações de má gestão por parte da atual manifestou-se publicamente, pela primeira vez, desde o início da divulgação de dados acerca da sua prestação de funções na instituição.

Num comunicado, que surge na sequência de outras intervenções na imprensa local “em que procurou responsabilizar a anterior Direção por tudo quanto de mau acontece no CEERIA, veio agora o presidente José Godinho, numa entrevista à Rádio Cister, em mais um assomo de afirmação pessoal, efabular sobre os resultados duma pretensa auditoria que diz ter feito às contas da instituição, em que teria descoberto o que ele chama "buracos financeiros" de valor avultado que eram, alegadamente, do conhecimento da direção e acusando funcionários de gestão danosa”, escreve a antiga direção, liderada por José Ferreira Belo.
Os subscritores desta declaração dizem que têm mantido o silêncio, na tentativa de “obviar à degradação da imagem duma instituição tão importante como o CEERIA, apesar dos contínuos ataques pessoais que lhes têm sido publicamente dirigidos pelo atual
presidente da direção. Mas não podem mais calar-se, perante as falsidades que têm sido
proferidas contra a sua honra pessoal”.
Sobre as afirmações do atual presidente da direção do CEERIA, os antigos dirigentes escrevem que “com a mesma leviandade com que acusa uma ex-funcionária da instituição da prática do crime de administração danosa, desconhecendo
os elementos tipificadores do crime que imputa a uma pessoa inocente e mostrando uma
manifesta ignorância acerca de tal matéria, mente descaradamente, ao declarar, com
plena consciência da falsidade do que afirma, que foi ele quem a despediu”.
Adiantam os antigos diretores que a funcionária se despediu “por iniciativa própria, cessou funções muito antes de a atual direção ser eleita e desempenhou as suas funções como coordenadora do Centro de Reabilitação Profissional com enorme empenho e dedicação”.
Quanto à auditoria às contas do CEERIA, que “umas vezes, que a fez ele, outras, que a mandou fazer, sem indicar quem são os auditores e sem que se vislumbre que competência tem ele em matéria de auditoria financeira”, os antigos diretores recordam que se fala, agora, de "buracos financeiros," mas que “não passam de montagens de números por ele efetuadas de acordo com o princípio de que "os números bem massacrados dão o resultado que se pretende".
No extenso comunicado, assinado por José Ferreira Belo, Maria Gabriela Brito e Luís Lourenço Nicolau, é dito que o CEERIA é uma instituição financeiramente equilibrada, em
resultado, em grande parte, “da capacidade de planeamento e de gestão da pessoa em
quem a direção delegou os poderes de gestão corrente, o Dr. Luís Rodrigues, que
desempenhou com reconhecida competência as funções de coordenador geral até ao
termo do mandato da anterior direção”.
Sobre algumas rubricas que apresentam resultados menos positivos, a anterior direção salienta que o CEERIA é uma instituição sem fins lucrativos que intervém em várias áreas de apoio social e que deve privilegiar a qualidade do apoio e não os ganhos financeiros.
Os antigos dirigentes negam, ainda, ter deixado a instituição em rotura financeira, e acrescentam que no final do seu mandato, a 28 de dezembro de 2020, estava
depositada a quantia de “783 546,78€, pelo que é completamente descabido o alarme de rotura financeira que se pretende propalar”.
Para supervisionar as contas da instituição, refere ainda a antiga direção que por receber subsídios do Estado e das autarquias, bem como donativos particulares, “entendeu a direção anterior contratar um revisor oficial de contas, o que fez no início de 2020, de forma a assegurar, pela intervenção duma entidade externa, os procedimentos contabilísticos adequados e a garantir a correção e a transparência das contas”.

Essa preocupação de rigor nas contas não terá impedido que, já no exercício desta
direção e, eventualmente no da anterior, alguém tenha abusado da confiança de que
gozava e tenha prejudicado financeiramente o CEERIA”, dizem os antigos responsáveis que atribuem à atual direção atual a responsabilidade de “apurar o que se passou e, nessa matéria”, oferecendo o seu apoio para a clarificação dos dados.
Os membros da direção que cessou funções terminam o comunicado afirmando que “exerceram os cargos gratuitamente, como impõem a lei e os estatutos, e nortearam sempre a sua ação pelo espírito de serviço à instituição. Não usaram o cargo para se promoverem, nem profissional, nem socialmente”
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