08-10-2018 Cultura, Sociedade, Educação, Política, Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Ministro da Cultura realça que Saramago nunca perdeu o sentido ético da existência (ATUALIZADA)

Coimbra, 08 out (Lusa) – O ministro da Cultura, Luis Filipe Castro Mendes, evocou hoje José Saramago, em Coimbra, e realçou que o Nobel da Literatura português “nunca perdeu o sentido ético” da existência humana.

O autor de “Memorial do Convento”, na sua opinião, “nunca deixou cair esta profunda exigência moral de justiça”, .

Distinguido há 20 anos com o Prémio Nobel da Literatura, José Saramago é “uma figura de escritor que se impõe por essa exigência ética que atravessa toda a sua obra”, sublinhou.

Luis Filipe Castro Mendes intervinha na abertura do congresso internacional “José Saramago: 20 anos com o Prémio Nobel”, promovido pela Universidade de Coimbra (UC), que decorre até quarta-feira no Convento São Francisco, na margem esquerda do rio Mondego.

José Saramago “é um escritor que trabalha profundamente a sua escrita”, afirmou, para frisar que o Nobel da Literatura de 1998 possui “uma obra escrita trabalhada com suor”.

O ministro da Cultura, ao vincar a projeção internacional da produção literária de Saramago, disse que ele tem “mais de 350 edições traduzidas” em 44 países, até 2018.

Luis Filipe Castro Mendes recordou também o “cidadão lutador” que foi José Saramago, especialmente nos anos 70 do século XX, e salientou que a determinação com que se envolveu nas causas públicas, enquanto militante do PCP, é reconhecida em geral por pessoas de outros quadrantes políticos.

“Todos reconhecemos o rigor e a força com que José Saramago se empenhou na defesa dos humildes e dos pobres”, após a revolução do 25 de Abril de 1974, bem como “a grandeza da sua obra” enquanto escritor, acrescentou, numa sessão que foi encerrada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Na cerimónia, intervieram igualmente Carlos Reis, professor da Faculdade de Letras da UC e coordenador do congresso “José Saramago: 20 anos com o Prémio Nobel”, o reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, e o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado.

O primeiro prémio de um concurso de ensaio, evocativo de José Saramago, promovido pela UC e em que participaram estudantes de todo o país, foi atribuído a Roberto Gastão de Araújo Saraiva, da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, das Caldas da Rainha, que também usou da palavra.

O júri do concurso patrocinado pela Porto Editora concedeu o segundo prémio a Rui Manuel da Costa Miranda, da Escola Secundária Henrique Medina, de Esposende, e, o terceiro, a Luís Henrique Vera da Silva Pedroso, da Escola Secundária de Emídio Navarro, de Almada.

Os prémios são constituídos por conjuntos de obras de José Saramago.

Coordenado por José Cardoso Bernardes, professor da Faculdade de Letras e diretor da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, o júri integrou ainda as professoras Graça Trindade, Sara Grunhagen e Tatiana Guedes da Fonseca.

 

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Lusa/Fim

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