05-12-2018 Lusa, Torres Vedras Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Nove pessoas acusadas de tráfico de droga durante cinco anos na região Oeste

Torres Vedras, Lisboa, 04 dez (Lusa)- Sete homens e duas mulheres foram acusados de traficar cocaína e haxixe durante cinco anos a partir dos concelhos de Torres Vedras e Mafra, no distrito de Lisboa, lucrando mais de 100 mil euros.

Durante os anos de 2013 até maio de 2018, um dos arguidos liderou o grupo atuando com os restantes oito “em ação concertada, visando exclusivamente a venda de produtos estupefacientes a um grande número de consumidores e o recebimento de avultada compensação económica”, refere a acusação, a que a agência Lusa teve hoje acesso.

O cabecilha do grupo, de 46 anos, sem qualquer atividade profissional, é acusado de adquirir cocaína e haxixe a fornecedores, vender a droga a consumidores e distribuí-la por colaboradores, que se dedicavam à revenda do produto a terceiros.

O arguido “controlava a ação diária dos restantes arguidos, emitia ordens e instruções para agirem de acordo com a sua vontade, impunha horários e prazos para a entrega de quantias monetárias relativas às vendas efetuadas, entregava-lhes os estupefacientes e controlava a disponibilidade do produto para assegurar o seu escoamento”.

O líder da organização contava com a colaboração de um dos arguidos, um homem de 51 anos, para o auxiliar nos contactos e negociações com eventuais fornecedores.

Entre os nove arguidos, seis deles, entre os 24 e os 50 anos, dedicavam-se à venda da droga fornecida pelo cabecilha da rede, que lhes entregava diariamente estupefacientes.

O cabecilha vendia a droga na sua casa, no concelho de Torres Vedras, na rua ou em estabelecimentos comerciais, mediante contacto prévio. Nos contactos por telefone, usavam palavras de código para dissimular a atividade e dissuadir as autoridades.

Com o lucro obtido, o líder do grupo adquiria vários bens, tais como automóveis e imóveis, apesar de não exercer qualquer profissão remunerada, de não efetuar quaisquer descontos para o Estado e de não movimentar contas bancárias.

O arguido integrava esses bens no seu património ou registava-os em nome da irmã, uma mulher de 42 anos, também arguida no processo, que conhecia a atividade ilícita do irmão, estando ambos ainda acusados dos crimes de branqueamento de capitais e tráfico de droga.

Para evitar suspeitas quanto à origem do dinheiro obtido, pedia à irmã que o guardasse na sua habitação ou o depositasse em várias contas bancárias para dissimular a operação, já que se tratava de quantias elevadas. Só entre 2017 e maio de 2018, foram entregues e depositados 44 mil euros.

Os nove arguidos, já antes referenciados por tráfico de produtos estupefacientes, estavam a ser investigados há um ano pela GNR, quando foram detidos em maio deste ano.

Numa operação desenvolvida, durante quase 24 horas, envolvendo mais de 70 militares, após várias buscas domiciliárias, a GNR apreendeu cerca de 103 mil euros em dinheiro e 189 doses de cocaína, que valeriam mais de seis mil euros no mercado ilícito.

Foram ainda apreendidas 1.328 doses de haxixe, 12 doses de canábis, uma arma, 14 telemóveis, dezenas de cartões de telemóvel, cinco computadores e três ‘tablets’, uma mota, sete veículos, vários extratos bancários, sacos de transporte de dinheiro, cinco balanças de precisão e vários objetos utilizados na preparação, cultivo e acondicionamento da droga.

Os nove arguidos estão em prisão preventiva a aguardar julgamento, que vai realizar-se no Tribunal de Loures.

 

FYC // MCL

Lusa/Fim

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