12-10-2020 Maria Quaresma, militante JSD Caldas da Rainha Imprimir PDF     Print    Print

Olhar JSD

Outubro…e agora?

Partilho hoje estas minhas palavras a alguns quilómetros de distância, muitos, o que me permite ter uma visão concreta de como se processa e qual o impacto desta nova era num país que não é Portugal.

Maria Quaresma
Existem muitas semelhanças quando observo as descrições do que as pessoas sentem, mesmo tendo regras e realidades ligeiramente diferentes.
Estado de emergência, pandemia, quarentena e isolamento social passaram a ser palavras do dia a dia e o seu significado ganhou vida no nosso quotidiano.
Em consequência do aumento dos números de pessoas infetadas onde me encontro estão a ser implementadas novas regras numa tentativa de contenção do contágio, neste momento existem escolas que estão a encerrar, e alunos em casa novamente, o que me deixa bastante apreensiva quanto ao futuro próximo.
Sei que a realidade em Portugal está ligeiramente diferente e todos os dias acompanho a evolução da situação da minha cidade, até porque estou em contagem decrescente para regressar finalmente à minha escola.
Acredito que a forma como vivenciamos os desafios que nos são propostos reflete-se em respostas diferentes.
Assim sendo apelo a todos para refletirem sobre uma palavra e o seu significado: ”Respeito”, uma palavra simples com significado demasiado importante associada a um valor essencial numa sociedade democrática.
Na minha opinião, se esta nova forma de viver for “respeitada” será mais fácil de encarar. Neste enquadramento, se respeitarmos o que nos é pedido, se nos respeitarmos uns aos outros, estamos todos a contribuir para aliviar esta pandemia.
A verdade é que cabe a todos nós termos a tenacidade de alterar comportamentos por forma a minimizar o risco de contágio, cabe a todos nós trabalharmos em conjunto para encontrarmos soluções para podermos viver nesta realidade.
Não consigo deixar de pensar que por muito que se reclame com todas estas novas formas diferentes de viver, em isolamento social, em quarentena e confinados, até fomos privilegiados, atendendo a toda a tecnologia que nos rodeia e que nos suportou ao longo destes meses. Não posso deixar de perguntar: o que seria se não fosse possível os nossos pais trabalharem em casa? As aulas serem online? E se não existissem redes sociais para falar com os amigos e família? Como estaria a nossa saúde mental? Como estaria a nossa economia? Tudo estaria bem pior.
Com todas estas mudanças não posso deixar de pensar que, cada vez mais devemos planear, reorganizar e investir numa sociedade inovadora que saiba ser humilde para aprender e partilhar conhecimento.
E com este meu olhar sobre a atualidade despeço-me lembrando que todos somos responsáveis por manter e contribuir para uma sociedade sustentável e saudável.
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