10-05-2018 Economia, Sociedade, Política, Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

PSD da Guarda diz que PS “falha frontalmente à verdade” sobre concessão do Hotel Turismo

Guarda, 10 mai (Lusa) - O PSD da Guarda disse hoje que o PS "falha frontalmente à verdade" ao afirmar que Álvaro Amaro mentiu quando disse que a cidade teve um "tratamento diferenciado" relativamente à assinatura do contrato do Hotel de Turismo.

A Comissão Política Concelhia Socialista referiu em comunicado que o presidente da Câmara, o social-democrata Álvaro Amaro, afirmou "que o Governo assinou dois contratos de concessão, no âmbito do programa Revive, em Elvas e nas Caldas da Rainha, não o tendo feito na Guarda por vergonha e falta de respeito institucional", quando "nenhum contrato de concessão, que fosse incumbência da Secretaria de Estado do Turismo, foi assinado na cidade respetiva".

O PSD responde, também em comunicado, com o título "Afinal quem mente?", e diz que os socialistas, "apesar de terem aguardado mais de três dias para responder", "não tenham aproveitado o tempo para estudar e preparar a resposta pois tal afirmação falha frontalmente à verdade e é facilmente refutada".

A concelhia social-democrata liderada por Tiago Gonçalves indica ‘links' de notícias elaboradas na sequência da assinatura dos contratos de concessão do Convento de São Paulo, em Elvas, e do Parque Termal Dom Carlos, nas Caldas da Rainha, e esclarece que "em ambos os casos os contratos de concessão foram celebrados nas sedes dos municípios" que receberão os investimentos feitos ao abrigo do programa Revive.

Sublinha que ambos os contratos "contaram com uma cerimónia pública e declarações dos diversos intervenientes no final da assinatura" e no caso do Hotel de Turismo da Guarda "não aconteceu assim".

"Lamentamos que o PS da Guarda tome como sua esta decisão. Se desconfiávamos que algo podia ter a ver com o facto de não se ter celebrado o contrato na Guarda, o conteúdo do comunicado hoje [quarta-feira] anunciado não deixa grandes margens para dúvidas que assim aconteceu, no que constitui uma forma de fazer política ultrapassada e que já se não utiliza", refere o PSD.

A concelhia social-democrata diz ainda que o PS "bem pretende apagar a imagem que deixou no processo do Hotel Turismo, mas não o conseguirá".

Recorda que foi o PS - na Câmara Municipal da Guarda e no Governo - que "promoveu o encerramento do Hotel" e "colocou os seus mais de 30 trabalhadores no desemprego".

Foi também o PS, segundo a nota, "quem promoveu o vergonhoso leilão do recheio do Hotel Turismo depauperando a história da cidade" e "amputou a Guarda deste seu património durante pelo menos sete anos".

"Esses louros podem ficar com eles todos", conclui a Comissão Política de Secção do PSD/Guarda.

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro (PSD), disse na sexta-feira à agência Lusa que o Governo "teve vergonha" de assinar o contrato de concessão de recuperação do Hotel de Turismo naquela cidade, mas manifestou contentamento pela solução encontrada.

Em causa está o contrato de concessão do edifício, assinado entre o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, e representantes do consórcio MRG Property e MRG Construction, de acordo com informação da Secretaria de Estado do Turismo, para o qual a autarquia alegadamente não foi convidada, situação que Álvaro Amaro disse lamentar "profundamente".

 

ASR (JLS) // SSS

Lusa/Fim

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