28-08-2019 Marlene Sousa Imprimir PDF     Print    Print

Paulo Agostinho despede-se da ACCCRO com a sensação de missão cumprida

O empresário Paulo Agostinho, que no princípio de setembro, deixa a direção da ACCCRO, depois de seis anos à frente da instituição, disse ao JORNAL DAS CALDAS que sai com a sensação “de missão cumprida onde trabalharam com rigor, exigência e excelência”.

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O empresário, Paulo Agostinho envolveu-se com paixão nos diferentes projetos que a ACCCRO desenvolveu

Entre “o Natal mais animado, Flower Bike City, Tronchuda, o pastel Bordallo, as cavacas e o “conhecimento maior da cidade e do tecido empresarial”, para Paulo Agostinho fica a satisfação pelo “facto de ter posto a andar projetos novos que gostava que a nova direção desse continuidade em prol da cidade”.

 A ACCCRO, irá realizar na sexta-feira dia 30 de agosto uma Assembleia Geral Eleitoral, com o objetivo de eleger os órgãos sociais da associação empresarial das Caldas da Rainha e Oeste, para o período 2019/2022. Apresentou-se uma única lista, encabeçada por Luís Gomes de 26 anos, que vai a votos.. Apresentou-se uma única lista, encabeçada por Luís Gomes de 26 anos, que vai a votos.

A promoção das “Cavacas das Caldas da Rainha” foi a última iniciativa e a mais emblemática da atual direção da ACCCRO - Associação Empresarial das Caldas da Rainha e Oeste, liderada por Paulo Agostinho, que projetou o doce típico das Caldas a nível nacional e internacional. As Cavacas das Caldas, estão colocadas em termos de promoção, nos 40 doces mais importantes de Portugal. “Fizemos uma divulgação tremenda do produto e isso teve nos últimos meses, pelo relato que temos dos nossos associados que comercializam e produzem as cavacas, um incremento na procura, o que é um objetivo completamente atingido”, salientou, o dirigente da ACCCRO.

Foram eleitos no passado dia 21 de agosto em votação pública, durante um programa em direto na RTP1, no Convento de Santa Maria de Semide, em Miranda do Corvo, os oito pré-finalistas que se juntaram aos restantes vinte já apurados, no 7 Maravilhas Doces de Portugal. As Cavacas das Caldas, que ficaram em segundo lugar na fase distrital, foram repescadas e tiveram ainda a possibilidade de integrarem os 28 pré-finalistas. Apesar de não terem passado esta fase, Paulo Agostinho faz um “balanço muito positivo da candidatura ao concurso nacional, que se integra na estratégia de “promoção da doçaria caldense, delineada pela ACCCRO”.

A organização recebeu 907 candidaturas de todo o país na fase inicial e a Associação Empresarial das Caldas da Rainha e do Oeste levou a concurso dois doces das Caldas da Rainha, as Cavacas das Caldas e o Pastel Bordallo, sendo que, a 7 de maio foi revelada a lista de sete doces por distrito e região autónoma, numa lista final de 140 doces, que avançaram para votação do público. As Cavacas das Caldas figuraram nos melhores 40 doces, escolhidos nos 20 programas emitidos em direto pela RTP, nos meses de julho e agosto. Com esta iniciativa, que teve como intuito “valorizar o património doceiro que nunca foi feito conseguimos tornar visível um produto que apesar de ser centenário estava no esquecimento”, disse, Paulo Agostinho.

“Houve muitas pessoas que começaram novamente a identificar-se com o produto”, sublinhou, acrescentando que “a intensa promoção das cavacas que fizemos estava relacionada com a estratégia que foi definida e ela tinha que ser forte para que o produto fosse visível e isso foi completamente atingído”. A Câmara Municipal das Caldas além de nos ter dado o reconhecimento pelo trabalho que fizemos na promoção da doçaria, decidiu certificar a cavaca. “Era algo que a nova equipa diretiva deveria debruçar-se, porque é importante que seja certificado para lhe dar outro valor”. Já o pastel Bordallo, tem sido um sucesso desde que foi apresentado, na Feira dos Frutos de 2017. Já foram vendidos milhares de pastéis e está “a ter uma dimensão imensa porque está a conseguir criar visibilidade na doçaria”.

Ainda na área da gastronomia, a ACCCRO desenvolveu em 2018 a Tronchuda, “um prato identitário do concelho, que não tinha nenhum prato típico” que tem por base a couve tronchuda. É apresentado por Paulo Agostinho como uma “iguaria pensada de raiz com o tecido empresarial da gastronomia e que fez realçar a criatividade, competência, saber, e capacidade de inovação dos chefes caldenses, e a excelência dos produtos da zona, conseguindo assim, promover a gastronomia e os produtos locais. “A Tronchuda para crescer, vai precisar de investimento, porque tem muito potencial, isso é reconhecido pelos empresários”, adiantou.

Flower Bike City, foi outra iniciativa promovida pela ACCCRO em maio junto do comércio local, que tem como objetivo embelezar e criar dinâmica, através da colocação de bicicletas com cores primaveris, decoradas com flores e outros materiais nalguns espaços públicos em maio. Segundo os números divulgados por este dirigente, em 2018 e 2019, houve cerca de 200 bicicletas espalhadas pela cidade. Quanto ao projeto de Natal, que foi criado pelos atuais órgãos da direção da ACCCRO, Paulo Agostinho disse, que pelo estudo que realizaram é o mais importante de todos. “58% do tecido empresarial diz que o projeto Natal é o que tem mais impacto positivo nos negócios”, apontou. “No primeiro projeto de Natal que fizemos, tínhamos sete entidades parceiras e quando acabamos tínhamos 170 entidades, entre a Câmara Municipal e vários anónimos que quiseram se envolver”, acrescentou o presidente da Associação Empresarial. Entre a “o Natal mais animado, Flower Bike City, Tronchuda, o pastel Bordallo e o “conhecimento maior da cidade e do tecido empresarial”, para Paulo Agostinho fica a satisfação pelo “facto de ter posto a andar projetos novos que gostava que a nova direção desse continuidade”. “Os projetos não foram desenhados para valorizar a minha equipa diretiva, são da cidade para apoiar o tecido empresarial”, sublinhou, adiantando que pretende que a nova direção da ACCCRO olhe para os projetos como um “contributo para o tecido empresarial para acrescentar e continuar a desenvolver, porque eles foram muito bem pensados”.

Lamenta não ter conseguido envolver associados

“Considero que o ajudámos o tecido empresarial com muito empenho e dedicação absoluta”, afirmou o empresário, que só lamenta não ter “envolvido mais o comercio local”. “Espero que a nova equipa diretiva tenha essa capacidade”, disse, Paulo Agostinho lembrando que a sua equipa foi constituída por empresários de uma serie de áreas, para que as pessoas se sentissem representados, “mas isso também não foi suficiente”. O presidente da ACCCRO, acredita que podiam ter feito mais se tivessem mais capacidade financeira, poder aquisitivo, e a participação dos associados e do tecido empresarial. “Ainda não perceberam que todos juntos fazemos melhor”, salientou. Além destes projetos, mais visíveis, também a ACCCRO tem os internos ligados a projetos de investimento e de formação. “Todos eles acabam por ser um pouco limitados pela nossa capacidade aquisitiva, foi realmente a nossa competência e o nosso querer fazer muito bem, que nos destacou”, afirmou. O empresário defende a critica fundamentada para ajudar a fazer melhor, mas lamenta a maledicência. “A critica da difamação tira todo o encanto e acaba com a paixão”, declarou, revelando que “as redes sociais fomentam muito a má-língua porque é muito fácil ser herói por de trás de um teclado”.

ACCCRO com uma boa saúde financeira

A sua missão em frente à ACCCRO termina com a satisfação de deixar uma estrutura associativa empresarial com saúde financeira. “Nos primeiros três anos, tivemos que investir muito do nosso tempo para recuperar financeiramente a Associação Empresarial, porque estava numa situação muito má”, revelou, acrescentando que nos últimos três anos apresentaram passivo 0, ou seja, “sem dívidas o que nunca tinha sucedido”. “Hoje a ACCCRO é reconhecida por essa credibilidade”, garantiu. O empresário, garante que não entrou na ACCCRO por ambição pessoal. “As pessoas que me conhecem, sabem que vou continuar a ser o Paulo da Zelu”, contou. Paulo Agostinho garantiu ainda, que os quatro funcionários da ACCCRO vão continuar a vestir a camisola e a trabalhar com o mesmo empenho e rigor. “São profissionais com muita competência, foi isso que trouxemos de novo, e vão também ajudar os elementos da nova direção. Como presidente da ACCCRO ainda, não quis dar a sua opinião relativamente aos elementos da lista que vão a votos na próxima sexta-feira, mas “daqui a 15 dias quando passar a ser um mero associado, poderei dar o meu parecer”, concluiu. A ACCCRO é uma Associação Empresarial que representa cerca de 600 associados, distribuídos pelos concelhos das Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche e Alcobaça.

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