20-04-2017 Economia, Lusa, Óbidos Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Plataforma entrega petição para desclassificação do empreendimento Falésia D'el Rey

Óbidos, Leiria, 20 abr (Lusa) – Uma petição exigindo a desclassificação do empreendimento turístico Falésia D'el Rey, próximo da Lagoa de Óbidos, como projeto de interesse nacional, é hoje entregue na Assembleia da República por uma plataforma que contesta os impactos ambientais do projeto.

A petição, subscrita por 2.525 pessoas, exige a revogação da emissão do alvará de loteamento turístico Falésia D'el Rey considerando que o mesmo “tem impactos nefastos para o território na área da Lagoa de Óbidos”, disse à agência Lusa Maria João Correia, porta-voz da Plataforma Defender o Bom Sucesso.

O projeto, lançado pelo grupo Béltico em 2010, prevê a construção de 475 propriedades de luxo, um hotel de cinco estrelas e um campo de golfe de 18 buracos numa área de 230 hectares junto à lagoa de Óbidos.

Mas o investimento, de cerca de 200 milhões de euros é contestado pela plataforma desde o início da sua construção, que obrigou “à desmatação de uma vasta área de pinhal”, lembrou Maria João Correia, alertando para “os riscos em termos de recursos florestais, hídricos e de agravamento da erosão costeira”.

A petição, lançada em agosto de 2015, solicita ainda a desclassificação do empreendimento como Projeto de Potencial Interesse Nacional (PIN), pedido que a porta-voz vai hoje reiterar junto dos Grupos Parlamentares do PCP e do Bloco de Esquerda, que aceitaram receber a plataforma.

“Consideramos que não cumpre dois requisitos essenciais para esse reconhecimento, nomeadamente que possua comprovada viabilidade económica e reconhecida idoneidade e credibilidade do respetivo promotor e que acautele a adequada sustentabilidade ambiental e territorial”, explicou Maria João Correia.

A maior preocupação da plataforma prende-se com “a legitimidade da alteração da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), requerida a pedido pelo promotor (massa insolvente) visando a eliminação, bem como a alteração de algumas das condicionantes mais relevantes da sustentabilidade ambiental do projeto”.

Entre elas, a “permissão para que a rega do campo de golfe possa ser feita com água de furos quando a DIA o impedia e defendia que a mesma fosse feita através do reaproveitamento de águas residuais”, sublinhou a mesma responsável.

Na petição, os subscritores pedem ainda que a par da revogação do alvará e do estatuto de PIN, sejam suspensos os trabalhos de infraestruturação e de construção do campo de golfe, atualmente em curso, “até que esteja garantida a salvaguarda dos valores naturais, ambientais e patrimoniais da região costeira adjacente à Lagoa de Óbidos”, concluiu o texto que será hoje entregue na Assembleia da República.

 

DYA // MLS

Lusa/Fim

Fonte: VIP - Oeste Global - Jornal Oeste Online / Lusa - © Direitos Reservados (conteúdo exclusivo protegido por contrato)
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