04-11-2018 Rui Calisto Imprimir PDF     Print    Print

Escaparate

Redes Sociais

As Redes Sociais na mão dos imbecis transformam-se numa sentina, deixando de servir para a conexão, e para a partilha de valores e de objetivos comuns.

Rui Calisto

Creio que, todos aqueles que possuem uma conta numa Rede Social já foram vítimas de desocupados que, para conseguirem os tais 15 minutos de fama, são capazes de inventar as maiores atrocidades. Quando isso acontece, o passo mais acertado a dar é o de prestar queixa do indivíduo que cometeu o crime. Sim, difamar, caluniar, tecer comentários mentirosos sobre alguém, em qualquer Sítio, ou página, agregado à Internet, é crime, sendo, claramente punível na forma da Lei.
Aqueles que passam horas nas Redes Sociais, a disseminar ódio e mentiras, merecem, sem sombra de dúvida, uma punição adequada, para que aprendam a viver em sociedade.
Se, todos nós, utilizássemos essa excelente ferramenta para trabalhar, comunicar, debater ideias e resolver questões sociais, com certeza, a nossa cidade, país e planeta, seriam um lugar mais bonito para se viver.
Regionalizando o problema, conheço quatro indivíduos que, nas Caldas da Rainha, utilizam as Redes Sociais para instigar “amigos” a ofender outras pessoas. Esses desditosos fazem isso apenas para divertir-se. Também fui vítima de um deles, e, logicamente, levei o caso a quem de Direito, para que a Justiça os resolva. Demora, sem dúvida, mas não tarda.
Com muita paciência, verifiquei quem eram aquelas quatro alminhas sem luz e descobri coisas muito interessantes de cada uma delas, mas, o que me chamou mais a atenção, foi o facto de estarem relacionadas com corrupção, roubo e drogas. Ora bem. Tão santas que elas são.
Possuo, para trabalho, quatro páginas numa Rede Social. Perto de quinze mil pessoas vêm as minhas postagens diárias. Quando publico um artigo ou anuncio a chegada de um livro novo, espontaneamente, recebo uma grande quantidade de mensagens privadas e as mais variadas manifestações de agrado. Raramente alguém faz uma observação utilizando baixo calão ou qualquer apontamento que possa não ser muito próprio. Tenho, bem definida, a minha posição política (Esquerda) e, por mensagem privada, costumo dialogar com diversas pessoas (tanto de Esquerda quanto de Direita) que também gostam desse salutar exercício. O que mais sobressai nessa situação é a carga de confiança e lealdade que temos uns com os outros, o que permite uma clareza ímpar, na troca de palavras.
O meu objetivo, nas Redes Sociais, nunca foi o de atingir milhões de “Gostos”, sempre desejei, isso sim, divulgar as minhas ideias, os meus livros e uma mensagem de utopia - que ainda me faz acreditar no Ser Humano -, já muito antiga: “Paz e Amor!”
A sociedade moderna está ancorada nas Redes Sociais. Vive delas, praticamente. Deixando-se dominar, barbaramente, por mentes perversas. Não é à toa que o fascismo cresce, assustadoramente, em todos os quadrantes do nosso planeta.
Devemos pensar em utilizar as Redes Sociais para fortalecer a Sociedade Civil, ampliando o contexto de uma melhor (quantitativa a qualitativamente) participação democrática e mobilização social.
Todas as pessoas, que possuem uma página numa Rede Social, devem refletir sobre a sua presença ali, sobre qual o seu interesse e quais os motivos que as levam a fazer parte do todo. Se chegarem à conclusão de que não estão ali a fazer nada (e antes que o seu lado fascista tome conta do seu cérebro), aconselho a mudar de passatempo. Dediquem-se a plantar couves ou a costurar meias. Assim, pelo menos, não serão obrigadas a sentarem-se num Tribunal, para se defenderem de um processo de calúnia, difamação, etc.
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